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E no segundo semestre tem estreia: ANGELINA!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Isso é ridículo

Estava pensando... e se os artistas todos do mundo fizessem uma greve geral? Como seria? Como ficaria o mundo sem música? Não haveria novelas, nem cinema, nem seriados... não haveria dança, nem apresentações em teatros... nem shows... nem cores, telas, esculturas... muito menos livros, poesias, histórias... como ficaria um mundo sem arte? Seria sobrevivível? Como ficariam as pessoas? Cinzas? Pálidas e opacas... Transfomariam-se em robôs? Nasceriam, cresceriam, se reproduziriam, envelheceriam e morreriam? É... engraçado... e aqui no Brasil pelo menos, a arte é tão desvalorizada... Acho o planeta Terra um lugar surreal! Primeiramente pois tudo é pautado no dinheiro. Para se viver aqui assinamos um contrato antes de nascermos que diz "agora você é um escravo do dinheiro, parabéns!". Sendo assim, a arte também se tornou escrava disso! E os artistas! Os artistas precisam de dinheiro pra pagar as contas, pra criar os filhos... não adianta chegar na padaria ( pelo menos do jeito que nosso mundo sem noção é hoje) e dizer : "quero um pão, em troca, como não tenho dinheiro, te declamo um soneto." O padeiro não vai aceitar essa troca, pois não adianta ele chegar pro dono do seu apartamento e dizer que este mês o aluguel será pago com uma serenata! Pois o dono do apartamento precisa de dinheiro para pagar o colégio da filha, que não aceita que o pagamento seja uma demonstração de tango feita pelos pais dessa filha! Isso porque a dona do colégio gostaria de chegar no banco, onde ela tem uma dívida e dizer que vai pagar com um quadro que ela pintou. O banco não vai aceitar! O banco aceita apenas dinheiro e a sua alma. Bem... voltando do devaneio momentâneo... sabemos das diferenças surreais de distribuição de renda no nosso país e no mundo. Na arte a questão continua. Caso você se torne uma dupla sertaneja, ou se chame Luan Santana, você pode ter a sorte de fazer sucesso e ficar exageradamente rico. Você pode ser um excelente flautista e passar aperto a vida inteira para pagar suas contas. Tudo bem. Aqui em nosso absurdo sistema capitalista é cada um por si e quem for mais esperto se arruma e que se danem os outros que foram idiotas. Não é assim? Hoje eu não incentivo mais nenhum jovem a seguir sua carreira como artista, a menos que seja um chamado da Alma tão forte, que isso fará com que ele tenha forças pra enfrentar as dificuldades. É preciso saber que aqui no Brasil, a arte é mendiga. Os artistas vivem de esmolas. As leis de incentivo e as políticas públicas têm um formato estranho, que parece que vai ser bom, mas não é. São leis enrigecidas, que tentam confinar a criação e os artistas, como se eles fossem da área de exatas!!! Claro! Quem criou essa Lei, deve ser da área de exatas!!! Como não pensei nisso antes?!! Além do quê, o teto do salário que colocam, ao menos pra bailarino, que conheço mais, é um desrespeito. É um absurdo. Nossa, acho que, dentro da arte, a carreira da dança é das mais desrespeitadas nesse país. Posso estar errada! Mas os bailarinos não recebem o que merecem pela dedicação, trabalho e risco da carreira que escolhem. Os eventos e festivais, cada vez com menos verba, tudo tem que enxugar. Mas existem pessoas neste planeta que compram ilhas!!! Tem alguma coisa muito errada aqui! Se o dinheiro fosse equalizado pelo mundo não haveria miséria. Não haveria pobreza. Enquanto isso, nós, mendigos da Arte vamos nos debatendo tentando comer as migalhas que o país nos joga através das leis de incentivo... vamos nos debatendo, nos engalfinhando... ... e isso é ridículo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Kiss From a Rose


Beijo de uma Rosa
Costumava existir uma torre acinzentada sozinha no mar.
Você se tornou a luz no meu lado obscuro.
O amor continua sendo a droga que dá uma onda, sem uso de pílulas.
Mas você sabia,
que quando neva,
meus olhos se tornam maiores e
a luz que você emite pode ser vista?
Baby,
eu comparo você ao beijo de uma rosa no cinzento.
Ooh,
Quanto mais eu recebo de você,
mais estranha é a sensação, yeah.
E agora que a sua rosa está desabrochando
Uma luz atinge a escuridão do cinzento.
Existe tanta coisa que um homem pode contar a você,
tanto que ele pode dizer.
Você permanece,
meu poder, meu prazer, minha dor, Baby
para mim você é como um vício crescente que eu não posso negar.
Me diz, isso é saudável, baby?
Mas você sabia,
que quando neva
meus olhos se tornam maiores, e a luz que você emite pode ser vista?
Baby,
eu comparo você ao beijo de uma rosa no cinzento
Ooh, quanto mais eu tenho você
mais estranho parece, yeah
E agora que a sua rosa está desabrochando
Uma luz atinge a escuridão do cinzento.
Eu fui beijado por uma rosa no cinzento,
Eu fui beijado por uma rosa (na sepultura)
Eu fui beijado por uma rosa no cinzento,
... E se eu cair, tudo isso irá embora?
Eu fui beijado por uma rosa
... Beijado por uma rosa na sepultura.
Existe tanta coisa que um homem pode contar a você,
tanto que ele pode dizer
Você continua
meu poder, meu prazer, minha dor.
para mim você é como um vício crescente que eu não posso negar, yeah
Você me diz, isso é saudável, baby?
Mas você sabia,
que quando neva,
meus olhos se tornam maiores e, e a luz que você emite pode ser vista?
Baby,
eu comparo você ao beijo de uma rosa na sepultura
Ooh, Quanto mais eu recebo de você
Mais estranha é a sensação, yeah
Agora que sua rosa está desabrochando.
Uma luz atinge a escuridão da sepultura.
Sim, eu comparo você ao beijo de uma rosa na sepultura...
Ooh, Quanto mais eu recebo de você
Mais estranha é a sensação, yeah
E agora que sua rosa está desabrochando
Uma luz atinge a escuridão da sepultura.
Agora que sua rosa está desabrochando.
Uma luz atinge a escuridão da sepultura.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Feridas Abertas

Somos todos pessoas com o coração ferido. Fomos todos crianças abusadas. Fomos todos abandonados. Somos todos carentes. Somos todos doentes. Precisamos todos de ajuda. Temos todos medo de amar.
Um planeta cheio de seres com profundas feridas emocionais fingindo que não sentem dor. Um planeta cheio de seres com profundas feridas emocionais se entorpecendo para não sentirem dor.
Um planeta cheio de seres com profundas feridas emocionais fingindo que está tudo bem.
Um planeta cheio de seres.
Um planeta de sobreviventes.
Uau. É aqui onde vivo. É a eles a quem pertenço.
Onde foi que cheguei?

E a que ponto nós chegamos?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O despertar da compaixão

Acabamos de chegar do posto da Cruz Vermelha atraz do parque Municipal, ali no Centro de BH. Havia um caminhão quase cheio e ainda, no depósito, uma montanha de doações com alimentos e roupas. Os voluntários ali, com um trabalho incansável e interminável.
Algo muito grave aconteceu muito perto de nós. E essas tragédias nos ensinam muito pela dor. Com esta tragédia aprendemos o desapego. Desapego total e brutal de todos os bens materiais. Desapego de todos os sonhos e planos. Desapego da família. Desapego de quem você era. Desapego dos valores que se tinha antes de tudo acontecer...Desapego de si mesmo em grau máximo. Existem neste momento, pessoas vivenciando toda essa dor do desapego. E é em estado de choque que vivenciam isso, pois a dor é insuportável. A tragédia do outro é uma lição para todos nós. Pois todos estamos sujeitos a isso. Quem manda é a vida. E nós brigamos por tão pouco... por um cargo, um salário, um status social... brigamos para prender conosco aquele marido ou aquela esposa... e tantas vezes deixamos de viver a vida para carregar nossas posses... e tudo isso pode ir embora a qualquer momento. Podemos nos isolar e construir muralhas de ouro ao nosso redor, mas quando a água chegar precisaremos de alguém para nos salvar. Precisaremos dar a mão, seja para socorrer ou para ser socorrido. Nesses momentos lembramos que salvar uma vida vale mais do que bater um ponto no serviço.
As tragédias unem as pessoas pela solidariedade à dor, pela compaixão. E que essa compaixão se perpetue na humanidade. Que essa compaixão despertada neste momento continue conosco. Que esta compaixão fique e se manifeste sempre, não apenas nos momentos de dor, mas também nos momentos de alegria. Que esta compaixão nos desperte para o amor incondicional, para o respeito humano, para pensar no todo. A felicidade só é plena se todos estão bem, se todos nós tivermos trabalho, comida, estudo, dignidade. Que todos possamos ajudar. Seja depositando dinheiro, seja indo lá pessoalmente e ajudando como voluntário, seja com donativos, seja com preces e pedidos... mas é hora de todos nós nos unirmos em prol de algo maior. Que este seja o aprendizado e que ele se perpetue. Estamos juntos, pois todos somos um.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Jovens de hoje

Dizem que evoluímos com o passar do tempo, não é mesmo? Eu diria que nos modificamos, mas não necessariamente evoluímos. Podemos "emburrecer "com o tempo. Podemos desaprender a amar. Podemos nos especializar em cotovelos dos macacos albinos, mas não saberemos mais absolutamente nada de nada além desse assunto.
Segundo Helena Blavatsky em seu livro "A Voz do Silêncio", onde trouxe para o ocidente ensinamentos valiosos do Budismo, de nada vale o eruditismo mental, sem a sabedoria da Alma.
A internet trouxe o acesso a tanta informação, que os jovens saem decorando tudo o que vêem pela frente sem critério e transformam a própria mente num segundo computador repleto de dados fragmentados. Os jovens se tornaram uma máquina de informações sem sabedoria nenhuma. Sem amadurecimento algum. Plenos de arrogância e intolerância. Não sabem mais o valor de um mestre, de um professor, perderam o respeito à hierarquia, não sabem lidar com autoridade. Imbuídos de arrogância, desviaram-se do caminho do conhecimento e da experiência e mergulharam num labirinto de idiomas mal escritos e superficialidade. Tornaram-se cabeças com pernas. Sem coração, sentimento ou emoção. Não sabem pensar. Para pensar é preciso tempo. É preciso saber respirar. É preciso um pouco de calma e paciência. É preciso aprender a aprender com a experiência dos mais velhos. É preciso aprender a ouvir. Tudo tem seu tempo. E é preciso humildade para aprender com aqueles que estão na nossa frente.
Juventude rasa. O que será que eles irão plantar no futuro? Árvores de vazio? Construirão edifícios em terrenos de areia? O que irá sustentar toda essa nova geração?
O conhecimento em todas as áreas está se perdendo a cada dia. Isso é muito grave. Algo precisa ser feito.