Estamos em Recife. Hoje será nossa última apresentação no nordeste nessa etapa do palco giratório. Ontem fizemos Escapada e hoje será Faladores, no Teatro Barreto Júnior.
Espero que hoje haja uma solução para o ar condicionado, pois ontem parecia que estávamos em Nárnia!!! rsrsr... nós e o público, morremos de frio! Dancei toda encolhidinha.... rs. O André, com a mão toda dura pra tocar o violão! Mas mesmo assim, seguramos o espetáculo.
Confesso que ontem eu já estava com a energia mais baixa, pois estou de TPM, no momento crítico. Então estava cansada só por isso. E estava triste também. E somando-se a este estado lastimável feminino, o frio... fiquei toda jururu... igual o sapo cururu na beira do rio... que quando canta, ó maninha, é porque tem frio!
Prefiro assumir o que estou sentindo, do que fingir que sou uma muralha. Não sou uma muralha. As coisas me afetam, como afetam a qualquer pessoa. Mas no palco não consigo fingir. Não consigo dançar fingindo. Bom é que Escapada é um trabalho que leva a uma maior reflexão... e a maioria das cenas que faço têm poesia, silêncio, introspecção... então o que faço é somar meu estado real à cena do espetáculo e fazê-la crescer com isso. Meu estado real me dá mais consistência para me aprofundar na cena. E por outro lado, esses estados ou sentimentos são canalizados de forma criativa, produtiva e consciente, sendo assim levados de mim e transmutados pela arte. Ai de mim se eu não estivesse sempre no palco... ai de mim!
Textos, poemas, reflexões e também fotos de espetáculos e bastidores de viagens, criações e apresentações
Próximas apresentações e workshops:
Rio de Janeiro:
- agosto: O Vestido - aguardem
E no segundo semestre tem estreia: ANGELINA!
domingo, 6 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Aniversário do Mário
Hoje, dia 3 de maio: aniversário do Mário!!!
Ele nasceu em 3 de maio. Isso é certo. O ano é que não se sabe muito bem... foi entre 1.962 e 1.964. Por aí ele nasceu. Foi no Mato-Grosso.
Taurino típico. Fala pouco. Trabalha muito. É prático. Objetivo. E claro... teimoso!
Depois do Intercâmbio que fizemos com a Espaço Liso Cia de Dança, fomos almoçar num lugar maravilhoso! Comemos uma peixada... hum... ai! maravilhosa!!!
Depois, o André Santana, do SESC, providenciou um bolo de chocolate e cantamos parabéns pro Mário. Foi ótimo!!!
Ele nasceu em 3 de maio. Isso é certo. O ano é que não se sabe muito bem... foi entre 1.962 e 1.964. Por aí ele nasceu. Foi no Mato-Grosso.
Taurino típico. Fala pouco. Trabalha muito. É prático. Objetivo. E claro... teimoso!
Depois do Intercâmbio que fizemos com a Espaço Liso Cia de Dança, fomos almoçar num lugar maravilhoso! Comemos uma peixada... hum... ai! maravilhosa!!!
Depois, o André Santana, do SESC, providenciou um bolo de chocolate e cantamos parabéns pro Mário. Foi ótimo!!!
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Tiago Soares
No vôo de Petrolina para Aracaju paramos em Recife para mudar de empresa e pegar o vôo para Aracaju. Fomos de Trip. Abri a revista para ler e tive uma bela surpresa: uma matéria sobre o bailarino carioca Tiago Soares! Fico sempre muito orgulhosa dos nossos artistas que fazem sucesso mundo afora, principalmente quando se trata de bailarinos.
A matéria está ótima e transcrevo aqui um trecho que me fez refletir um pouco...
COMO TUDO COMEÇOU
Tiago soares sabia de seu desafio e, em seu percurso,contou com professores que o ajudaram na preparação física e que guiaram seu aperfeiçoamento. Entre eles, com diferentes referências figuram Tatiana Leskova, Yelê Bittencourt e Slawa Muchamedow. "Durante dois anos e meio, também pude contar com a Dalal Achcar (que já esteve à frente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro) como conselheira. Nessa fase, é crucial não dar passos errados", revela. O cubano Dino Carreiro também o ajudou a planejar suas metas. - texto Flávia Fontes Oliveira - Revista VOE - abril de 2012 - TRIP
E lá mesmo, no avião, comecei a pensar sobre isso... pensei... pensei... lembrei de mim quando era mais jovem... Lembrei de muitos passos errados que dei, de tropeços... Lembrei de muitos erros... Lembrei de não saber para onde ir... Lembrei de falta de direção... Lembrei de falta de planejamento... Lembrei de pessoas que me ajudaram, outras que me atrapalharam... outras que tentaram me ajudar e eu não ouvi... outras que tentaram me atrapalhar e eu não ouvi...
Lembrei que aprendi a trancos e barrancos... Lembrei que sofri muito... Lembrei que caí, levantei, caí de novo... Lembrei que tive medo, tive raiva, tive revolta, tive tristeza, tive mágoa, tive angústia... Lembrei que quis desistir, que quis fugir... Que quis fingir que eu não queria... Quis fingir que eu não me importava... Quis provar que eu conseguiria sozinha... mas não consegui... e posso dizer que em minha carreira, antes de qualquer coisa, tive grandes fracassos. Até me reerguer com a ajuda de alguém que me orientou e dirigiu realmente e hoje é meu conselheiro e a pessoa em quem mais confio em relação à minha carreira: Mário Nascimento.
A matéria está ótima e transcrevo aqui um trecho que me fez refletir um pouco...
COMO TUDO COMEÇOU
Tiago soares sabia de seu desafio e, em seu percurso,contou com professores que o ajudaram na preparação física e que guiaram seu aperfeiçoamento. Entre eles, com diferentes referências figuram Tatiana Leskova, Yelê Bittencourt e Slawa Muchamedow. "Durante dois anos e meio, também pude contar com a Dalal Achcar (que já esteve à frente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro) como conselheira. Nessa fase, é crucial não dar passos errados", revela. O cubano Dino Carreiro também o ajudou a planejar suas metas. - texto Flávia Fontes Oliveira - Revista VOE - abril de 2012 - TRIP
E lá mesmo, no avião, comecei a pensar sobre isso... pensei... pensei... lembrei de mim quando era mais jovem... Lembrei de muitos passos errados que dei, de tropeços... Lembrei de muitos erros... Lembrei de não saber para onde ir... Lembrei de falta de direção... Lembrei de falta de planejamento... Lembrei de pessoas que me ajudaram, outras que me atrapalharam... outras que tentaram me ajudar e eu não ouvi... outras que tentaram me atrapalhar e eu não ouvi...
Lembrei que aprendi a trancos e barrancos... Lembrei que sofri muito... Lembrei que caí, levantei, caí de novo... Lembrei que tive medo, tive raiva, tive revolta, tive tristeza, tive mágoa, tive angústia... Lembrei que quis desistir, que quis fugir... Que quis fingir que eu não queria... Quis fingir que eu não me importava... Quis provar que eu conseguiria sozinha... mas não consegui... e posso dizer que em minha carreira, antes de qualquer coisa, tive grandes fracassos. Até me reerguer com a ajuda de alguém que me orientou e dirigiu realmente e hoje é meu conselheiro e a pessoa em quem mais confio em relação à minha carreira: Mário Nascimento.
Overdança em Petrolina
Estou em Aracaju, lembrando de Petrolina...
E já me deixou no clima para conhecer a próxima parada do nosso Palco Giratório: Aracaju em SERGIPE!
Após o maravilhoso dia às margens do são Francisco, à noite eu e Mário fomos para o SESC. Encontramos com o Léo e mais tarde com o
Helinho (nosso iluminador). Esta seria a última noite do ALDEIA VALE DANÇAR. Finalizando tudo com o OVERDANÇA! Uma programação que começava às 18:00hs e iria até às cinco da manhã, com um DJ!
Eu e o
Mário fomos muito guerreiros e ficamos até às duas da manhã! Mas depois o sono
veio com tudo! rsrsrs... Este evento foi maravilhoso também! Foram usados vários espaços do
SESC. E a cada momento acontecia uma apresentação, uma intervenção... uma
performance... foi bem dinâmico! Que coisa incrível! O movimento de dança de
Petrolina é maravilhoso! Tem muitos artistas talentosos lá. Jaílson está batalhando há 17 anos! E hoje se vê muitos frutos deste trabalho lindo, que
mais do que um trabalho, é uma missão de vida.
Teve o Samba de Véio novamente, da Ilha do Massangano. Teve as Conchitas, de Olinda, se apresentaram! Foi um show lindo! Muitos afoxés, côcos, maracatus... E nessa noite eu não consegui me segurar e dancei! Tentei não forçar muito meu joelho, mas dancei! Dancei! Me diverti! E Mário também! E o Léo eu nem comento! rsrsr... Foi muito bom o show delas! Uma energia linda demais! E a Anne, dançando no início, já trouxe luz para todos nós! Muito especial! E elas cantaram uma música da Cumadre Florzinha que eu adoro e eu cantava no meu grupo de côco, em Belo Horizonte:
ESSA MODA É NOVA QUE VEM DE SERGIPE
SAPATO AMERICANO E CABELO A PIRULITO
CABELO A PIRULITO E SAPATO AMERICANO
ESSA MODA É NOVA É DE SERGIPANO
LELEÔ SAUDADE, LELEÔ SAUDADE,
VOU-ME EMBORA E TU FICA
E ESSA TEU FICAR ME MATA
LELEÔ SAUDADE, LELEÔ SAUDADE
PRA TE LEVAR EU NÃO POSSO
PRA TE DEIXAR ME FAZ FALTA
LELEÔ SAUDADE, LELEÔ SAUDADE
E já me deixou no clima para conhecer a próxima parada do nosso Palco Giratório: Aracaju em SERGIPE!
Ilha do Rodeadouro
Estou em Aracaju, lembrando da Ilha do Rodeadouro...

No dia seguinte à festa na Ilha do Massangano, foi o dia de ir mergulhar no Velho Chico!
Saímos do hotel eu, Mário, Helinho, Tice e Sérgio, nosso motorista e fomos para a Ilha do Rodeadouro. Fica um pouco depois da Ilha do Massangano. Eu estava ansiosa! Pegamos a balsa, atravessamos o Chico, e de dia, fiquei encantada! Chegamos na ilha e fomos recebidos por camaleões! Tem muitos lá!
Esta ilha já tem uma estrutura mais turística, por isso tem muitos bares na beira do rio, onde dá até para almoçar. Comemos um peixe saborosíssimo!
E bem... sou câncer com lua em câncer e ascendente em peixes! Tudo água! Sou filha de Yemanjá. Nem preciso dizer que quando entrei pela primeira vez nas águas do São Francisco, por lá fiquei. Nossa! Como foi bom! fazia um calor tão forte! E a água não era tão fria! Pensava que fosse mais! Fiquei pela beira do rio, até onde dava pé. E mesmo ali tinha uma correnteza suave. Mais para o meio dava para ver que a correnteza era muito forte.
O garçom que nos atendeu nos contou algumas histórias de afogamentos no São Francisco! Inclusive o primo dele morreu afogado lá, estava bêbado. É. Dirigir bêbado e nadar no rio bêbado são péssimas idéias! Ele ainda contou que salvou um homem que ao chegar em terra firme virou as costas sem sequer um "obrigado". Mas o melhor foi ele contando que foi ajudar um outro homem que estava se debatendo no fundo. Ele o buscou, foi chegando perto da margem e o homem se debatendo, gritando que estava afogando, aquele vexame. Até que ele, o garçom dono desta história disse ao homem: "rapaz! Tu tá no seco! Tu tá no seco! Bote o pé no chão homi!" kkkkkkkkkkkkkkkkk.
... e essa foi mais uma história do São Francisco!
No dia seguinte à festa na Ilha do Massangano, foi o dia de ir mergulhar no Velho Chico!
Saímos do hotel eu, Mário, Helinho, Tice e Sérgio, nosso motorista e fomos para a Ilha do Rodeadouro. Fica um pouco depois da Ilha do Massangano. Eu estava ansiosa! Pegamos a balsa, atravessamos o Chico, e de dia, fiquei encantada! Chegamos na ilha e fomos recebidos por camaleões! Tem muitos lá!
Esta ilha já tem uma estrutura mais turística, por isso tem muitos bares na beira do rio, onde dá até para almoçar. Comemos um peixe saborosíssimo!
O garçom que nos atendeu nos contou algumas histórias de afogamentos no São Francisco! Inclusive o primo dele morreu afogado lá, estava bêbado. É. Dirigir bêbado e nadar no rio bêbado são péssimas idéias! Ele ainda contou que salvou um homem que ao chegar em terra firme virou as costas sem sequer um "obrigado". Mas o melhor foi ele contando que foi ajudar um outro homem que estava se debatendo no fundo. Ele o buscou, foi chegando perto da margem e o homem se debatendo, gritando que estava afogando, aquele vexame. Até que ele, o garçom dono desta história disse ao homem: "rapaz! Tu tá no seco! Tu tá no seco! Bote o pé no chão homi!" kkkkkkkkkkkkkkkkk.
... e essa foi mais uma história do São Francisco!
Saudades da Ilha do Massangano...
Estou em Aracaju, me lembrando da Ilha do Massangano...
A Aldeia Vale Dançar foi maravilhosa! Tivemos experiências simplesmente inesquecíveis. Acho que demorei para escrever sobre isso pois me faltaram palavras... é. É realmente muito difícil descrever uma experiência que foi tão especial...
Fomos para o SESC às 18:00hs para pegar o ônibus com todo mundo que estava participando do evento para irmos para a Ilha do Massangano. Os habitantes dessa ilha são descendentes de quilombolas e fazem o "Samba de Véio" que tem uma forma bem peculiar de se dançar. O ônibus nos deixou na beira do São Francisco, onde pegamos um barquinho para atravessar o rio em direção à ilha. Uma escuridão invadida por um profundo céu estrelado. Ali mesmo já fui tomada por um sentimento de ancestralidade... difícil de explicar... todos nós, juntos, num barquinho à noite, atravessando o São Francisco, rumo a uma pequena ilha com uma história densa e rica. Ilha do Massangano.
Chegando na ilha, ela estava movimentada. Havia um clima de festa no ar. Muita alegria. Muita luz. Os habitantes da cidade e os artistas que iriam se apresentar nos receberam. Casinhas simples e bonitinhas. Singelas e bem cuidadas, como as pessoas dali. Muitas crianças. Crianças com jeito de criança. Roupa de criança. Criança que vem no colo, dá beijo, gosta de carinho. Crianças livres, que correm, brincam, interagem, participam, com leveza e alegria. Todos cuidam das crianças. Todos cuidam dos filhos da ilha.
Jaílson e os bailarinos da Cia do SESC e da Cia Qualquer um dos Dois sempre muito atenciosos e carinhosos conosco.
Começou! Primeiramente um filme do Grupo Peleja falando sobre a pesquisa deles com o Cavalo-Marinho, um brinquedo de Pernambuco, e a criação de um espetáculo. Entrevistas, cenas lindas... fiquei realmente emocionada. Ah! Foi colocado um telão na pracinha, perto da Igreja. Banquinhos em frente. A população da ilha, mais o público e os artistas da Aldeia Vale Dançar todos se ajeitaram por ali. Juntinhos. Pertinho. Todos atentos.
Em seguida, fomos para uma outra praça, que tinha um espaço grande, onde foi montado um palco. Sentamos no chão, na terra. As crianças também estavam por ali. Próximas. Um sentou no meu colo, enquanto uma neném segurava nas minhas costas vendo minha tatuagem! rsrsrs... Foram apresentados dois solos do Grupo Peleja. Muito bom. O solo da Tainá teve momentos muito especiais. Ele dialoga muito bem com o público, principalmente assim, ao ar livre. Ah! Confesso que eu também queria ter dançado lá, a céu aberto! Mário também e todos da Cia MN disseram isso depois! rsrsrs...
Ao terminar os solos, voltamos para a frente da Igreja, onde havia uma espécie de lona no chão e ali foi apresentado pela Cia de Dança do SESC o espetáculo "Eu Vim da Ilha", direção e coreografia do Jaílson. A trilha é um espetáculo à parte! Maravilhosa! Quero o cd!!! kkkk... O trabalho é lindo! Tocante. Contagiante! Eles dançam, cantam, tocam nos tamburetes o samba de véio. Oferecem cachaça para a platéia. Aliás, fizeram a Tice, o André e a Eliana beberem!!! A Eliana é de Portugal, fez estágio conosco e antes de voltar para sua terra, foi até Petrolina se despedir e conhecer o que estava acontecendo por lá. Que bom! Até cachaça ela bebeu!!! rsrsrs...
Perto de mim se sentou Dona Amélia. Vira e mexe vinha alguém pedir a bênção para ela. Também pedi! E ela deu uma gargalhada boa!
Para fechar a noite com chave de ouro, voltamos para a praça grande e no palco foi feito o samba de véio pelos moradores da ilha. Estavam todos de amarelo. Foi simplesmente contagiante. Fiquei como observadora. É uma dança onde se bate o pé no chão com muita força e salta-se muito. Ou seja, força o joelho. Por isso fiquei olhando e absorvendo.
Eles tocam em tamburetes (banquinhos) com couro de bode. O som é maravilhoso! E a energia vai crescendo! Quando vi, o povo todo já estava pulando! Faziam várias rodas. Dançavam em duplas! Uma loucura! Fiquei triste de não poder dançar com eles. Meus colegas da Cia MN quebraram tudo! Enlouqueceram! Dançaram muito! Tiraram os sapatos e lavaram a alma! Foi lindo! De repente o Léo já estava no palco tocando com o pessoal de lá! Estava emocionado. Mal cabia em si! rsrs... E ia subindo um poeirão, daquele chão de terra! Maravilhoso! A energia foi muito forte.
Depois da apresentação, Jaílson nos convidou para um jantar que estava uma delícia! Comi tanto! Um peixe sensacional e um escondidinho de carne de sol... hum... Ai!
Hora de voltar... fomos descendo em direção ao rio para esperar o barquinho que faria nossa travessia de volta. Enquanto esperávamos começou um batucando aqui... outro dali... me deram um pandeiro e puxei uns côcos... depois outro puxou canto de terreiro... sambas... e rolou mais outro momento de euforia! Uns dançavam, outros tocavam, cantavam... lindo demais da conta!
Chegou o barquinho e lá foi todo mundo juntinho, embolado com tamburete, pandeiro, máquina fotográfica... e voltamos cantando... e voltamos juntos no mesmo barquinho atravessando o São Francisco. Barquinho que levava a gente, que levava, música, que levava amor, que levava histórias, que levava vida, que levava alegria... para gente espalhar no mundo do lado de lá.
Obrigada pelo presente, Jaílson!
Obrigada Ilha do Massangano!
Fomos para o SESC às 18:00hs para pegar o ônibus com todo mundo que estava participando do evento para irmos para a Ilha do Massangano. Os habitantes dessa ilha são descendentes de quilombolas e fazem o "Samba de Véio" que tem uma forma bem peculiar de se dançar. O ônibus nos deixou na beira do São Francisco, onde pegamos um barquinho para atravessar o rio em direção à ilha. Uma escuridão invadida por um profundo céu estrelado. Ali mesmo já fui tomada por um sentimento de ancestralidade... difícil de explicar... todos nós, juntos, num barquinho à noite, atravessando o São Francisco, rumo a uma pequena ilha com uma história densa e rica. Ilha do Massangano.
Jaílson e os bailarinos da Cia do SESC e da Cia Qualquer um dos Dois sempre muito atenciosos e carinhosos conosco.
Ao terminar os solos, voltamos para a frente da Igreja, onde havia uma espécie de lona no chão e ali foi apresentado pela Cia de Dança do SESC o espetáculo "Eu Vim da Ilha", direção e coreografia do Jaílson. A trilha é um espetáculo à parte! Maravilhosa! Quero o cd!!! kkkk... O trabalho é lindo! Tocante. Contagiante! Eles dançam, cantam, tocam nos tamburetes o samba de véio. Oferecem cachaça para a platéia. Aliás, fizeram a Tice, o André e a Eliana beberem!!! A Eliana é de Portugal, fez estágio conosco e antes de voltar para sua terra, foi até Petrolina se despedir e conhecer o que estava acontecendo por lá. Que bom! Até cachaça ela bebeu!!! rsrsrs...
Perto de mim se sentou Dona Amélia. Vira e mexe vinha alguém pedir a bênção para ela. Também pedi! E ela deu uma gargalhada boa!
Eles tocam em tamburetes (banquinhos) com couro de bode. O som é maravilhoso! E a energia vai crescendo! Quando vi, o povo todo já estava pulando! Faziam várias rodas. Dançavam em duplas! Uma loucura! Fiquei triste de não poder dançar com eles. Meus colegas da Cia MN quebraram tudo! Enlouqueceram! Dançaram muito! Tiraram os sapatos e lavaram a alma! Foi lindo! De repente o Léo já estava no palco tocando com o pessoal de lá! Estava emocionado. Mal cabia em si! rsrs... E ia subindo um poeirão, daquele chão de terra! Maravilhoso! A energia foi muito forte.
Obrigada pelo presente, Jaílson!
Obrigada Ilha do Massangano!
Desafios
Ontem fizemos Escapada em Aracaju no Teatro Atheneu. Tivemos uma platéia sensível e educada de 600 pessoas. A equipe técnica foi ótima! O espetáculo fluiu muito bem.
Tivemos mudanças de última hora, pois o Mário machucou as costas na véspera (está se recuperando bem) e por isso não pôde dançar desta vez.
Fomos para o teatro às 16:00hs. Mário trabalhou conosco a adaptação de algumas cenas. O interessante é que quando surgem desafios, obstáculos, parece que encontramos soluções melhores e ainda mais criativas.
Havia uma cena em que o Mário dançava com as malas, enquanto o André tocava violão e eu na voz e pandeiro. O André teve que fazer o solo, então o Leo pegou o violão e fez outra melodia e em consequência disso, tive que fazer outro tipo de sonoridades e uma outra melodia, que ficou muito bom, senão melhor do que o que fazíamos antes. Tice também entrou no final desta cena para dar mais gas. Ficou ótimo. E no final, eu e Leo seguramos com ele fazendo uma percussão nas cordas do violão, enquanto eu faço alguns jogos vocais. Resultado: a cena vai ficar no espetáculo!
Além desta cena, também adaptamos outras que ficaram muito bem. É isso. Nós resolvemos. Onde há um problema há também uma solução. E a solução pode ficar melhor do que o que havia antes. E estes desafios trazem para nós um grande amadurecimento artístico, pois somos colocados à prova. Isso é ótimo! É quando precisamos confiar e nos jogar, afinal, o palco é a nossa casa!
Tivemos mudanças de última hora, pois o Mário machucou as costas na véspera (está se recuperando bem) e por isso não pôde dançar desta vez.
Fomos para o teatro às 16:00hs. Mário trabalhou conosco a adaptação de algumas cenas. O interessante é que quando surgem desafios, obstáculos, parece que encontramos soluções melhores e ainda mais criativas.
Havia uma cena em que o Mário dançava com as malas, enquanto o André tocava violão e eu na voz e pandeiro. O André teve que fazer o solo, então o Leo pegou o violão e fez outra melodia e em consequência disso, tive que fazer outro tipo de sonoridades e uma outra melodia, que ficou muito bom, senão melhor do que o que fazíamos antes. Tice também entrou no final desta cena para dar mais gas. Ficou ótimo. E no final, eu e Leo seguramos com ele fazendo uma percussão nas cordas do violão, enquanto eu faço alguns jogos vocais. Resultado: a cena vai ficar no espetáculo!
Além desta cena, também adaptamos outras que ficaram muito bem. É isso. Nós resolvemos. Onde há um problema há também uma solução. E a solução pode ficar melhor do que o que havia antes. E estes desafios trazem para nós um grande amadurecimento artístico, pois somos colocados à prova. Isso é ótimo! É quando precisamos confiar e nos jogar, afinal, o palco é a nossa casa!
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