Participei no sábado da primeira reunião do Forum de Dança de Minas Gerais. Foi na Escola do Corpo. 30 pessoas estavam presentes e isso foi muito bom.
Muitas questões discutidas... muitas reflexões...e o que percebo:
- precisamos de profissionais tecnicamente qualificados para nos representarem politicamente
- precisamos de profissionais tecnicamente qualificados para nos orientarem quanto às medidas que devemos tomar em busca das questões que precisamos solucionar.
Nós somos bailarinos, professores, coreógrafos... mas precisamos entender de direito, ciência política, economia... e sinto que como ainda não temos experiência e qualificação, muitas vezes damos algumas voltas até chegar em um ponto relevante para a solução de um problema.
Sinto falta que mais pessoas cooperem conosco, com a classe da dança. Pessoas que entendam como funciona nosso sistema político. Pessoas que conheçam os melindres das nossas leis, mas também que sejam pessoas apaixonadas por dança e que realmente vejam a dignidade do profissional de dança e o ajude de verdade a encontrar outros caminhos pra resolver seus obstáculos.
Nós, profissionais de dança PRECISAMOS estudar mais e pesquisar mais para aprender sobre nosso sistema político. E PRECISAMOS que profissionais que já sejam qualificados para isso se aproximem. Venham às nossas reuniões. Precisamos de boas ideias e de soluções! Problemas já existem muitos, as queixas, já sabemos quais são.
É urgente que o pensamento se renove sobre o que é dança como produção de conhecimento. Percebo que pessoas que ocupam cargos de poder e liderança que poderiam abrir portas para uma verdadeira melhoria legislativa e cultural para o profissonal de dança, muitas vezes não entendem absolutamente nada de dança. E o pior, além de não entender, não respeitam o profissional de dança. E isso acontece em diversos setores. Infelizmente a dança ainda é vista pela maioria política e empresarial como mero entretenimento banal e dispensável.
Precisamos encontrar caminhos para mudar esse padrão arcaico de pensamento. E poderemos mudar isso, a partir de nossas discussões, reflexões, reuniões... e precisamos de pessoas de diversas áreas para que nossa construção de pensamento fundamente-se em uma maneira globalizada de pensar. Precisamos ensinar a quem não sabe a importância da dança na cultura e na formação de um indivíduo. Dança como produção de conhecimento. E não apenas como entretenimento.
Convido a todos que lerem este texto a refletirem sobre isso e a escreverem aqui seus comentários e pensamentos. Compartilhem. É urgente.
A Associação Dança Minas e o Forum Permanente de Dança precisam da participação de todos. É muito trabalho e somos nós que iremos transformar isso, a partir de nossas ações de agora. Façamos já.
Estamos juntos.
Rosa Antuña
Textos, poemas, reflexões e também fotos de espetáculos e bastidores de viagens, criações e apresentações
Próximas apresentações e workshops:
Rio de Janeiro:
- agosto: O Vestido - aguardem
E no segundo semestre tem estreia: ANGELINA!
quarta-feira, 24 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
ESTREIA de NÔMADE!
Estreia é sempre estreia...
Na véspera, dia 3 de abril, eu estava com um frio na barriga que não passava!
Mas quando chega o dia, quando entro no teatro já me sinto melhor. Passamos o som, a luz, Mário fez alguns últimos ajustes conosco... e quando vimos, já era hora de maquiar e colocar o figurino para entrar em cena! Ai!!! Adrenalina total!!!
Demos as mãos, como sempre fazemos, nos concentramos, nos conectamos e pronto! Fomos para a frente do teatro, pois neste trabalho entramos pela plateia.
O espetáculo fluiu... a plateia em silêncio absoluto... Os novos integrantes do grupo (Gustavo, Marcella e Alicia) se sairam muitíssimo bem!
Deu tudo certo! Com a luz, som...
E de repente... fim. Aplausos.
Ficamos muito emocionados...
Mário agradeceu a todos, a Belo Horizonte... ele estava realmente comovido. 15 anos de Cia MN... e houve momentos muito difíceis onde chegamos a pensar que o grupo não resistiria... mas resistiu. Com dinheiro ou sem dinheiro, fazendo chuva ou sol, com lugar pra ensaiar ou sem lugar pra ensaiar, com crise ou sem crise... sempre uma força nos moveu pra frente.
E o Mário colocou a vida dele nisso. E seguiu em frente e quem quisesse que o acompanhasse. E foi por isso que chegamos aqui. E encontramos muitos parceiros no caminho que nos ajudaram, que nos estimularam, que nos apoiaram e orientaram. E foi por isso que chegamos aqui. E tivemos muitos obstáculos que nos fortaleceram. E foi por isso que chegamos aqui. E tivemos muita luz e inspiração. E foi por isso que chegamos aqui.
Bem! E agora é hora de comemorar com os amigos, familiares, colegas e pessoas queridas!
Viva os 15 anos da Cia Mário Nascimento!!!
Na véspera, dia 3 de abril, eu estava com um frio na barriga que não passava!
Mas quando chega o dia, quando entro no teatro já me sinto melhor. Passamos o som, a luz, Mário fez alguns últimos ajustes conosco... e quando vimos, já era hora de maquiar e colocar o figurino para entrar em cena! Ai!!! Adrenalina total!!!
Demos as mãos, como sempre fazemos, nos concentramos, nos conectamos e pronto! Fomos para a frente do teatro, pois neste trabalho entramos pela plateia.
O espetáculo fluiu... a plateia em silêncio absoluto... Os novos integrantes do grupo (Gustavo, Marcella e Alicia) se sairam muitíssimo bem!
Deu tudo certo! Com a luz, som...
E de repente... fim. Aplausos.
Ficamos muito emocionados...
Mário agradeceu a todos, a Belo Horizonte... ele estava realmente comovido. 15 anos de Cia MN... e houve momentos muito difíceis onde chegamos a pensar que o grupo não resistiria... mas resistiu. Com dinheiro ou sem dinheiro, fazendo chuva ou sol, com lugar pra ensaiar ou sem lugar pra ensaiar, com crise ou sem crise... sempre uma força nos moveu pra frente.
E o Mário colocou a vida dele nisso. E seguiu em frente e quem quisesse que o acompanhasse. E foi por isso que chegamos aqui. E encontramos muitos parceiros no caminho que nos ajudaram, que nos estimularam, que nos apoiaram e orientaram. E foi por isso que chegamos aqui. E tivemos muitos obstáculos que nos fortaleceram. E foi por isso que chegamos aqui. E tivemos muita luz e inspiração. E foi por isso que chegamos aqui.
Bem! E agora é hora de comemorar com os amigos, familiares, colegas e pessoas queridas!
Viva os 15 anos da Cia Mário Nascimento!!!
sábado, 23 de março de 2013
Montagem Nômade...
E continua a montagem de Nômade. (ontem fui dormir às 22:30hs!!! É muito cedo pramim!!! Cansaço!rs)
Está tudo quase finalizado. Esta é a parte que mais gosto em qualquer montagem... a hora onde as peças vão se encaixando... o quebra-cabeças começa a ser concluído... algo que parecia vir no início, vai para o final... outra parte que era longa demais, é dividida em vários trechos ao longo do espetáculo... a música que parecia ser para um solo, vai para um duo... e então vários momentos mágicos ocorrem... ficamos arrepiados várias vezes... é lindo demais... é especial demais... só quem já passou por isso sabe do que estou falando... parece que o trabalho tem vida própria e nós o vamos captando... Mário sabe quando é ou quando não é determinada cena. Enquanto algo não está bem ele fica irritado. Fica buscando o caminho. E de repente... plim!
Hoje trabalhamos das 9:00hs às 13:00hs. Rendeu demais.
Esse elenco está coeso. Todos muito afinados.
Coração aberto e alma pura, sorriso sincero, olho que olha... que mais precisa?
Está tudo quase finalizado. Esta é a parte que mais gosto em qualquer montagem... a hora onde as peças vão se encaixando... o quebra-cabeças começa a ser concluído... algo que parecia vir no início, vai para o final... outra parte que era longa demais, é dividida em vários trechos ao longo do espetáculo... a música que parecia ser para um solo, vai para um duo... e então vários momentos mágicos ocorrem... ficamos arrepiados várias vezes... é lindo demais... é especial demais... só quem já passou por isso sabe do que estou falando... parece que o trabalho tem vida própria e nós o vamos captando... Mário sabe quando é ou quando não é determinada cena. Enquanto algo não está bem ele fica irritado. Fica buscando o caminho. E de repente... plim!
Hoje trabalhamos das 9:00hs às 13:00hs. Rendeu demais.
Esse elenco está coeso. Todos muito afinados.
Coração aberto e alma pura, sorriso sincero, olho que olha... que mais precisa?
foto: Léo Drumond
*depois do ensaio Mário ainda foi para Viçosa... tem estréia do Grupo Êxtase, nosso parceiro há muitos anos. Esta é a quinta montagem do Mário para o grupo e eu já fiz 3 trabalhos para eles...
Nesta estréia são coreografias do Mário, Fernando Martins e Paulo Chamone. Sucesso!!!
sábado, 16 de março de 2013
Entrevista para o Centro Cultural Virtual
Confira no link :
http://www.centroculturalvirtual.com.br/conteudo/rosa-antuna-entrevista
Artigos
Rosa Antuña - Entrevista
Rosa Antuña é bailarina intérprete, coreógrafa e diretora. A formação no clássico começou cedo, aos seis anos, e durante a trajetória fez cursos no Brasil, em Cuba e na Alemanha. Dançou no Primeiro Ato, na Mimulus e no Balé da Cidade de São Paulo. Uma série de contusões a fez a se afastar da dança em alguns períodos – ainda assim não abandonou a carreira artística, fez canto, teatro, deu aulas. Até que começou a trabalhar com a Cia Mário Nascimento, com a qual já tinha dançado no espetáculo Escambo. Nessa nova fase, como professora, ensaiadora e assistente de direção e de coreografia, foi voltando a dançar em seu tempo e ritmo, e que desaguou em Faladores, premiado espetáculo da Cia e da bailarina. Atualmente, continua fazendo cursos de teatro esporadicamente, estuda canto, coreografa, ministra aulas de Arte-Integrada, e tem carreira solo – os espetáculos Mulher Selvagem, em que alia a dança ao teatro e O Vestido.
O Brasil possui um elenco talentoso de bailarinos experientes, que integram ou integraram companhias de dança em várias partes do país. O Centro Cultural Virtual abre espaço para que esses artistas possam contar suas trajetórias e como veem a dança. Ao longo do ano serão publicadas várias entrevistas com bailarinos e bailarinas de diferentes regiões. Rosa Antuña conversou com o Centro Cultural Virtual Seráquê por email e fala sobre sua formação, revê sua trajetória, diz o que pensa sobre a dança, seus objetivos, seus projetos e muito mais.
É o que você confere aqui nesta entrevista exclusiva.
1ª Quando aconteceu, pela primeira vez, seu interesse pela dança?
Aos 6 anos, do nada, quando pedi à minha mãe pra eu voltar pro ballet (comecei aos 4 anos, mas achei que aquilo não era ballet e pedi pra sair. rsrs)
2ª Fale um pouco sobre sua trajetória.
Minha trajetória não foi fácil. Sempre cheia de altos e baixos. Mas sem dúvida, isso me fortaleceu.
Comecei como bailarina clássica. Sempre tive muitas lesões. Praticamente passei a vida fazendo fisioterapia, paralelamente ao ballet.
Estudei no Centro Mineiro, em BH, de Maria Clara Salles, que considero minha primeira mestra. Estudei em Cuba, no Centro Pro Danza e na Palucca Schule Dresden, na Alemanha.
Tive a sorte de ter tido grandes professores, como Mercedes Beltran, Laura Alonzo, Ofélia González, Graça Salles, Hans Tappendorff... Dancei muito repertório clássico, ganhei concursos...
Quando cheguei da Alemanha trabalhei no Grupo Primeiro ATO, depois voltei pro ballet clássico com Maria Clara... e em 2000 rompi o ligamento do joelho fazendo audição para o Grupo Corpo.
Foi quando tudo mudou. Foi muito difícil, pensei que não voltaria mais a dançar. Não fiz cirurgia. Tratei com Andrea Mourão, que me acompanha como fisioterapeuta desde que eu tinha 14 anos. Parei de dançar por um ano, dei aulas de ballet para crianças carentes, toquei maracatu, cantei côco, fui cuidar mais do meu espírito, meditar e tive muitos "anjos" que me ajudaram e continuam ajudando... e dali um ano Jomar Mesquita me convidou para substituir Juliana Macedo (que havia saído por um período), sua parceira na Mimulus. Fui e foi ótimo. Fiquei um ano, dancei bastante, recuperei minha confiança e saí. Sou muito grata a Mimulus, por terem me colocado no palco de novo.
A dança contemporânea começou a me chamar e fiz minha primeira coreografia para o CEFAR (escola de dança do Palácio das Artes). Foi quando conheci Mário Nascimento(2003) que me convidou para seu projeto ESCAMBO, com Prêmio do Itau Cultural. Foi ali o início de uma parceria de vida. Ele adaptou tudo o que eu precisava fazer em cena, pois eu tinha restrições por causa do joelho e da minha estrutura física que era bem frágil. E com isso, encontramos um caminho onde eu conseguia dançar.
E foi por causa de ESCAMBO que fui convidada, em 2005, para ir para o Balé da Cidade de São Paulo. A direção era de Mônica Mion, que foi maravilhosa! Fiz grandes amigos lá. Fiquei por um ano e meio, até machucar meu joelho de novo (numa aula de ballet...). Decidi voltar para BH e fazer a cirurgia. Eu sabia que minha recuperação seria complicada e por isso preferi pedir demissão.
Foram dois anos para me recuperar, fiquei muito deprimida (por 6 meses sonhava todas as noites que estava dançando). Foi um período escuro na minha vida. Por isso, para me manter sã, comecei a estudar pintura, canto e fiz dois períodos na faculdade de teatro UFMG (o que foi enriquecedor para minha carreira). Também fui chamada para dirigir um grande trabalho no CEFAR - Para os Filhos da Terra, dos Filhos das Estrelas (com todos os alunos da dança: 120, desde 6 anos de idade, até os formandos). Isso me manteve ocupada e produtiva. Coreografava sem poder mostrar nada. Aprendi a visualizar os movimentos sem precisar fazê-los. Aprendi a descobrir o movimento nos corpos dos bailarinos, como um escultor que enxerga a forma pronta num tronco de árvore.
Eu tinha certeza que não dançaria mais e já estava resignada. Era difícil conviver diariamente com bailarinos que dançavam livremente. Por um tempo isso me doía muito, mas fui aprendendo a ser útil como podia.
Então, trabalhando com a Cia Mário Nascimento como professora, ensaiadora e assistente de direção e de coreografia, fui voltando a dançar bem devagar e no meu ritmo... até vir Faladores (agosto 2008).
Daí para frente foi uma nova fase artística. Foi ali que comecei a dançar realmente. E até hoje continuo fazendo cursos de teatro quando tenho tempo ( com Yara de Novaes, Roberta Carreri...), estudo canto, coreografo, tenho minha carreira solo, dou aula de Arte-Integrada... e vejo que tudo o que me aconteceu fez parte do meu treinamento para que eu soubesse porque estar em cena. Para que eu descobrisse o valor de estar no palco. Para que eu sentisse uma verdadeira gratidão por ser artista e saber que a Arte permite a seus artistas vários caminhos. E Mário Nascimento foi meu grande parceiro e incentivador. Ele não me deixou desistir em vários momentos onde eu havia deixado de acreditar. A ele eu agradeço do fundo do meu coração e da minha Alma.
3ª Que experiência foi a mais transformadora em sua trajetória?
Ter estudado em Cuba foi a experiência mais transformadora em minha trajetória. Eu tinha 18 anos e foi fundamental para a minha formação não apenas como bailarina, mas também como pessoa. Em Cuba eu aprendi a lutar. Aprendi a parar de reclamar. Aprendi a ter foco. Aprendi a aproveitar as oportunidades. Aprendi a dar valor ao que é essencial. Aprendi a ter paciência. Aprendi que esforço, treinamento e dedicação, trazem sim, um bom resultado. E o mais importante: aprendi o que é solidariedade.
Tive outras experiências transformadoras que foram : ter estudado em Dresden, na Alemanha, Ter dançado no Ballet da Cidade de São Paulo e ter feito ano passado o Palco Giratório do SESC, com a Cia Mário Nascimento.
4ª Quais são os objetivos profissionais a médio prazo, e como pretende atingí-los?
A médio prazo farei a estreia e circulação de meu novo solo autoral " O Vestido". Também farei a circulação com meu outro solo (que teve sua estreia em 2010) Mulher Selvagem. Estou dirigindo um novo trabalho para Jacqueline Gimenes, Christiane Antuña e Cris Oliveira (ainda está bem no início). Todos estes serão através de projetos de Lei de Incentivo a Cultura e editais de Festivais. Preciso encontrar uma empresa que me apoie numa parceria constante.
Fui convidada por duas atrizes de Brasília para dirigi-las num projeto lindo e delicado, com estreia no segundo semestre e fui convidada também para criar uma coreografia para a Cia de Dança Mitzi Marzzuti (Vitória) ainda para este semestre. Com a Cia Mário Nascimento farei a estreia de Nômade agora de 4 a 7 de abril em Belo Horizonte, no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna e então circularemos pelo país, com o patrocínio da Petrobras.
5ª O que sonha para o profissional de dança no Brasil?
Eu quero que o profissional de dança no Brasil seja um realizador que rompe fronteiras. Eu quero que o profissional de dança no Brasil ouse, mude, seja corajoso e inovador. Quero que este profissional mova mundos. Quero que este profissional de dança expresse suas propostas com ousadia, clareza, criatividade e originalidade. Quero que este profissional acredite em si mesmo e em sua capacidade de ir além. Quero que todos se nivelem por cima, quero que os profissionais de dança no Brasil sejam uma referência no mundo por sua técnica, por seu swing, por seu pensamento crítico, por seu caminho inusitado e autoral, por sua competência. Eu quero que os profissionais de dança no Brasil sejam respeitados e reconhecidos no mundo, a começar por seu próprio país. Quero então que este reconhecimento comece por leis que facilitem a realização dos trabalhos. Quero que existam mecenas que deem dinheiro para os grupos e artistas da dança realizarem seus espetáculos, tournées e oficinas. Quero que todos tenhamos sede própria, subsidiada pelo governo. Quero que nós, profissionais da dança tenhamos condições financeiras para vivermos do nosso trabalho com a dança. Quero que o Brasil nos veja como seres fundamentais para o desenvolvimento cultural do país. E para isso, nós, profissionais da dança, devemos saber o quanto valemos. E o quanto é digno e fundamental nosso trabalho. E o apoio que queremos é justo e não um favor que fazem por nós. Que os patrocinadores tenham orgulho de patrocinar a dança. E que nós tenhamos dignidade para nos defender e lutar para termos direitos e apoios, sem burocratizar a Arte da Dança. Que sejamos respeitados como Artistas, a começar por nós mesmos.
6ª Como vc define a arte da dança?
A Arte da Dança... difícil definir... A dança conduz quem a pratica para estados sensoriais, emocionais, psicológicos, espirituais... a dança é a própria ponte que conduz aquele que dança às esferas mais sublimes em diversos níveis humanos e espirituais. A dança liberta o corpo, desbloqueia chakras e couraças emocionais. A dança integra grupos, pessoas... A Arte da Dança propõe novas formas de ver o mundo e de se "movimentar " no mundo. A dança nos faz romper as nossas próprias fronteiras. Propõe olhares mais sensíveis.
Para mim, a dança é a Arte do Sublime.
7ª Qual a importância da arte para a humanidade?
A Arte faz a humanidade caminhar, crescer, evoluir. A Arte ajuda a refletirmos sobre nós mesmos, ajuda a romper paradigmas, romper padrões de comportamento... A Arte nos ajuda a pensar, a sentir, a questionar. Ajuda a sair do nosso lugar confortável. A Arte nos leva para dentro de nós mesmos e nos ensina a nos conectarmos com o sublime.
E é ela, a arte, que nos revela em que ponto estamos em nosso entendimento humano, social, emocional e filosófico e assim, nos oferece a ponte (que cabe a nós atravessarmos ou não) para um nível mais profundo de consciência, discernimento e lucidez.
http://www.centroculturalvirtual.com.br/conteudo/rosa-antuna-entrevista
Artigos
Rosa Antuña - Entrevista
Rosa Antuña é bailarina intérprete, coreógrafa e diretora. A formação no clássico começou cedo, aos seis anos, e durante a trajetória fez cursos no Brasil, em Cuba e na Alemanha. Dançou no Primeiro Ato, na Mimulus e no Balé da Cidade de São Paulo. Uma série de contusões a fez a se afastar da dança em alguns períodos – ainda assim não abandonou a carreira artística, fez canto, teatro, deu aulas. Até que começou a trabalhar com a Cia Mário Nascimento, com a qual já tinha dançado no espetáculo Escambo. Nessa nova fase, como professora, ensaiadora e assistente de direção e de coreografia, foi voltando a dançar em seu tempo e ritmo, e que desaguou em Faladores, premiado espetáculo da Cia e da bailarina. Atualmente, continua fazendo cursos de teatro esporadicamente, estuda canto, coreografa, ministra aulas de Arte-Integrada, e tem carreira solo – os espetáculos Mulher Selvagem, em que alia a dança ao teatro e O Vestido.
O Vestido foto: Duda Las Casas
O Brasil possui um elenco talentoso de bailarinos experientes, que integram ou integraram companhias de dança em várias partes do país. O Centro Cultural Virtual abre espaço para que esses artistas possam contar suas trajetórias e como veem a dança. Ao longo do ano serão publicadas várias entrevistas com bailarinos e bailarinas de diferentes regiões. Rosa Antuña conversou com o Centro Cultural Virtual Seráquê por email e fala sobre sua formação, revê sua trajetória, diz o que pensa sobre a dança, seus objetivos, seus projetos e muito mais.
É o que você confere aqui nesta entrevista exclusiva.
1ª Quando aconteceu, pela primeira vez, seu interesse pela dança?
Aos 6 anos, do nada, quando pedi à minha mãe pra eu voltar pro ballet (comecei aos 4 anos, mas achei que aquilo não era ballet e pedi pra sair. rsrs)
2ª Fale um pouco sobre sua trajetória.
Minha trajetória não foi fácil. Sempre cheia de altos e baixos. Mas sem dúvida, isso me fortaleceu.
Comecei como bailarina clássica. Sempre tive muitas lesões. Praticamente passei a vida fazendo fisioterapia, paralelamente ao ballet.
Estudei no Centro Mineiro, em BH, de Maria Clara Salles, que considero minha primeira mestra. Estudei em Cuba, no Centro Pro Danza e na Palucca Schule Dresden, na Alemanha.
Tive a sorte de ter tido grandes professores, como Mercedes Beltran, Laura Alonzo, Ofélia González, Graça Salles, Hans Tappendorff... Dancei muito repertório clássico, ganhei concursos...
Quando cheguei da Alemanha trabalhei no Grupo Primeiro ATO, depois voltei pro ballet clássico com Maria Clara... e em 2000 rompi o ligamento do joelho fazendo audição para o Grupo Corpo.
Foi quando tudo mudou. Foi muito difícil, pensei que não voltaria mais a dançar. Não fiz cirurgia. Tratei com Andrea Mourão, que me acompanha como fisioterapeuta desde que eu tinha 14 anos. Parei de dançar por um ano, dei aulas de ballet para crianças carentes, toquei maracatu, cantei côco, fui cuidar mais do meu espírito, meditar e tive muitos "anjos" que me ajudaram e continuam ajudando... e dali um ano Jomar Mesquita me convidou para substituir Juliana Macedo (que havia saído por um período), sua parceira na Mimulus. Fui e foi ótimo. Fiquei um ano, dancei bastante, recuperei minha confiança e saí. Sou muito grata a Mimulus, por terem me colocado no palco de novo.
A dança contemporânea começou a me chamar e fiz minha primeira coreografia para o CEFAR (escola de dança do Palácio das Artes). Foi quando conheci Mário Nascimento(2003) que me convidou para seu projeto ESCAMBO, com Prêmio do Itau Cultural. Foi ali o início de uma parceria de vida. Ele adaptou tudo o que eu precisava fazer em cena, pois eu tinha restrições por causa do joelho e da minha estrutura física que era bem frágil. E com isso, encontramos um caminho onde eu conseguia dançar.
E foi por causa de ESCAMBO que fui convidada, em 2005, para ir para o Balé da Cidade de São Paulo. A direção era de Mônica Mion, que foi maravilhosa! Fiz grandes amigos lá. Fiquei por um ano e meio, até machucar meu joelho de novo (numa aula de ballet...). Decidi voltar para BH e fazer a cirurgia. Eu sabia que minha recuperação seria complicada e por isso preferi pedir demissão.
Foram dois anos para me recuperar, fiquei muito deprimida (por 6 meses sonhava todas as noites que estava dançando). Foi um período escuro na minha vida. Por isso, para me manter sã, comecei a estudar pintura, canto e fiz dois períodos na faculdade de teatro UFMG (o que foi enriquecedor para minha carreira). Também fui chamada para dirigir um grande trabalho no CEFAR - Para os Filhos da Terra, dos Filhos das Estrelas (com todos os alunos da dança: 120, desde 6 anos de idade, até os formandos). Isso me manteve ocupada e produtiva. Coreografava sem poder mostrar nada. Aprendi a visualizar os movimentos sem precisar fazê-los. Aprendi a descobrir o movimento nos corpos dos bailarinos, como um escultor que enxerga a forma pronta num tronco de árvore.
Eu tinha certeza que não dançaria mais e já estava resignada. Era difícil conviver diariamente com bailarinos que dançavam livremente. Por um tempo isso me doía muito, mas fui aprendendo a ser útil como podia.
Então, trabalhando com a Cia Mário Nascimento como professora, ensaiadora e assistente de direção e de coreografia, fui voltando a dançar bem devagar e no meu ritmo... até vir Faladores (agosto 2008).
Daí para frente foi uma nova fase artística. Foi ali que comecei a dançar realmente. E até hoje continuo fazendo cursos de teatro quando tenho tempo ( com Yara de Novaes, Roberta Carreri...), estudo canto, coreografo, tenho minha carreira solo, dou aula de Arte-Integrada... e vejo que tudo o que me aconteceu fez parte do meu treinamento para que eu soubesse porque estar em cena. Para que eu descobrisse o valor de estar no palco. Para que eu sentisse uma verdadeira gratidão por ser artista e saber que a Arte permite a seus artistas vários caminhos. E Mário Nascimento foi meu grande parceiro e incentivador. Ele não me deixou desistir em vários momentos onde eu havia deixado de acreditar. A ele eu agradeço do fundo do meu coração e da minha Alma.
3ª Que experiência foi a mais transformadora em sua trajetória?
Ter estudado em Cuba foi a experiência mais transformadora em minha trajetória. Eu tinha 18 anos e foi fundamental para a minha formação não apenas como bailarina, mas também como pessoa. Em Cuba eu aprendi a lutar. Aprendi a parar de reclamar. Aprendi a ter foco. Aprendi a aproveitar as oportunidades. Aprendi a dar valor ao que é essencial. Aprendi a ter paciência. Aprendi que esforço, treinamento e dedicação, trazem sim, um bom resultado. E o mais importante: aprendi o que é solidariedade.
Tive outras experiências transformadoras que foram : ter estudado em Dresden, na Alemanha, Ter dançado no Ballet da Cidade de São Paulo e ter feito ano passado o Palco Giratório do SESC, com a Cia Mário Nascimento.
4ª Quais são os objetivos profissionais a médio prazo, e como pretende atingí-los?
A médio prazo farei a estreia e circulação de meu novo solo autoral " O Vestido". Também farei a circulação com meu outro solo (que teve sua estreia em 2010) Mulher Selvagem. Estou dirigindo um novo trabalho para Jacqueline Gimenes, Christiane Antuña e Cris Oliveira (ainda está bem no início). Todos estes serão através de projetos de Lei de Incentivo a Cultura e editais de Festivais. Preciso encontrar uma empresa que me apoie numa parceria constante.
Fui convidada por duas atrizes de Brasília para dirigi-las num projeto lindo e delicado, com estreia no segundo semestre e fui convidada também para criar uma coreografia para a Cia de Dança Mitzi Marzzuti (Vitória) ainda para este semestre. Com a Cia Mário Nascimento farei a estreia de Nômade agora de 4 a 7 de abril em Belo Horizonte, no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna e então circularemos pelo país, com o patrocínio da Petrobras.
5ª O que sonha para o profissional de dança no Brasil?
Eu quero que o profissional de dança no Brasil seja um realizador que rompe fronteiras. Eu quero que o profissional de dança no Brasil ouse, mude, seja corajoso e inovador. Quero que este profissional mova mundos. Quero que este profissional de dança expresse suas propostas com ousadia, clareza, criatividade e originalidade. Quero que este profissional acredite em si mesmo e em sua capacidade de ir além. Quero que todos se nivelem por cima, quero que os profissionais de dança no Brasil sejam uma referência no mundo por sua técnica, por seu swing, por seu pensamento crítico, por seu caminho inusitado e autoral, por sua competência. Eu quero que os profissionais de dança no Brasil sejam respeitados e reconhecidos no mundo, a começar por seu próprio país. Quero então que este reconhecimento comece por leis que facilitem a realização dos trabalhos. Quero que existam mecenas que deem dinheiro para os grupos e artistas da dança realizarem seus espetáculos, tournées e oficinas. Quero que todos tenhamos sede própria, subsidiada pelo governo. Quero que nós, profissionais da dança tenhamos condições financeiras para vivermos do nosso trabalho com a dança. Quero que o Brasil nos veja como seres fundamentais para o desenvolvimento cultural do país. E para isso, nós, profissionais da dança, devemos saber o quanto valemos. E o quanto é digno e fundamental nosso trabalho. E o apoio que queremos é justo e não um favor que fazem por nós. Que os patrocinadores tenham orgulho de patrocinar a dança. E que nós tenhamos dignidade para nos defender e lutar para termos direitos e apoios, sem burocratizar a Arte da Dança. Que sejamos respeitados como Artistas, a começar por nós mesmos.
6ª Como vc define a arte da dança?
A Arte da Dança... difícil definir... A dança conduz quem a pratica para estados sensoriais, emocionais, psicológicos, espirituais... a dança é a própria ponte que conduz aquele que dança às esferas mais sublimes em diversos níveis humanos e espirituais. A dança liberta o corpo, desbloqueia chakras e couraças emocionais. A dança integra grupos, pessoas... A Arte da Dança propõe novas formas de ver o mundo e de se "movimentar " no mundo. A dança nos faz romper as nossas próprias fronteiras. Propõe olhares mais sensíveis.
Para mim, a dança é a Arte do Sublime.
7ª Qual a importância da arte para a humanidade?
A Arte faz a humanidade caminhar, crescer, evoluir. A Arte ajuda a refletirmos sobre nós mesmos, ajuda a romper paradigmas, romper padrões de comportamento... A Arte nos ajuda a pensar, a sentir, a questionar. Ajuda a sair do nosso lugar confortável. A Arte nos leva para dentro de nós mesmos e nos ensina a nos conectarmos com o sublime.
E é ela, a arte, que nos revela em que ponto estamos em nosso entendimento humano, social, emocional e filosófico e assim, nos oferece a ponte (que cabe a nós atravessarmos ou não) para um nível mais profundo de consciência, discernimento e lucidez.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Neste carnaval... NÔMADE
Eu queria muito ter me fantasiado de SHE-RA nesse carnaval que passou... em memória dos velhos tempos onde eu era a Mulher Maravilha...
Mas realmente não consegui entrar no clima... e olha que o carnaval de BH bombou! Quem gosta de blocos pôde se divertir muito! Pessoal fantasiado, se divertindo, famílias, crianças, um clima de alegria... lindo!
Mas não consegui entrar no clima... ainda estava me recuperando da temporada... além disso, fiquei estudando bossanova pro meu próximo trabalho... coreografarei a Cia de Dança Mitzzi Marzzuti, em Vitória...
Mas acabou que na segunda-feira de carnaval me fantasiei sim... eu e meus amigos da Cia Mário Nascimento. Nos fantasiamos de nômades! Fizemos um ensaio fotográfico para material de divulgação, com Léo Drumond, que arrasou!
É... todo mundo trabalhando no carnaval!!! rsrsrsrs... mas sinto que valeu à pena:
foto: Léo Drumond
foto: Léo Drumond
foto: Léo Drumond
foto: Léo Drumond
terça-feira, 12 de março de 2013
AGENDA 2013 e 2014
Agenda 2014
- fevereiro NÔMADE (Cia Mário Nascimento) - Centro Cultural Banco do Brasil - Verão Arte Contemporânea - Belo Horizonte, MG
- 23, 24 e 25 de maio - O VESTIDO - ESTREIA - Teatro Oi Futuro Klauss Vianna - Belo Horizonte, MG
- 13 a 29 de junho - BATA-ME( Madame Teatro) - espaço 104 - quinta a domingo às 20:00h - Belo Horizonte,MG
- agosto - O VESTIDO (Núcleo de Criação Rosa Antuña) - Recife, PE
- agosto - O VESTIDO (Núcleo de Criação Rosa Antuña) - Encontro de Dança - Mossoró, RN
- agosto - O VESTIDO (Núcleo de Criação Rosa Antuña) - Encontro de Danca - Natal, RN
- 12 e 17 de dezembro - A Mulher que Cuspiu a Maçã, direção Roberta Carreri (Núcleo de Criação Rosa Antuña) - Ensaio Aberto - Work in Progress - Odin Teatret - Holstebro, Dinamarca
Agenda 2013
O VESTIDO - direção Rosa Antuña
- 14 de novembro - Pre-Estreia (versão com 40 min) São Paulo - Satyrianas - 21:30hs
- 5 de outubro - Pré-estreia - Belo Horizonte - 1, 2 na Dança - Teatro Oi Futuro Klauss Vianna (Av Afonso Pena) - 20:00hs
- 22 de julho - PRÉ - ESTREIA NACIONAL - JOINVILLE - Festival Internacional de Dança de Joinville Seminário de Dança - 15:00hs
MULHER SELVAGEM - direção Rosa Antuña
- 2 e 3 de outubro - SÃO PAULO - Teatro Sérgio Cardoso- 20:00hs - ingressos 20,00 reais inteira e 10,00 reais meia
- 27 e 28 de julho - RIO DE JANEIRO - Teatro da Caixa
- 6 e 7 de junho - NATAL - 20:00hs
- 4 de junho - MOSSORÓ - 20:00hs
- 1 e 2 de junho - RECIFE - 20:00hs
- 29 e 30 de maio - ARACAJU - 20:00hs
- 4, 5, 6 e 7 de abril - ESTRÉIA NACIONAL - BELO HORIZONTE, MG -Teatro Oi Futuro Klauss Vianna - 5a a sábado 21:00hs e domingo às 19:00hs - ingressos 15,00reais inteira e 7,50 meia
TERRITÓRIO NU - Direção Mário Nascimento
- 23 de novembro - GOIÂNIA - Paralelo 16 - Teatro Goiânia
- 26 de outubro - BRASÍLIA - Teatro da CAIXA
- 18 de agosto - ARAXÁ, MG - 13o Festival Dançaraxá
- 18 e 19 de julho - RIO DE JANEIRO - Teatro da Caixa
- 2 de maio - SÃO PAULO - Centro Cultural da Caixa - 14:00hs e 18:30hs
PARADA 7 - Direção Mário Nascimento e Rosa Antuña
- 23 de maio - RIO DE JANEIRO , RJ - Largo do Machado
ESCAPADA - Cia Mário Nascimento
- 25 de outubro - BRASÍLIA - Teatro da CAIXA
- 25 e 26 de Julho - RIO DE JANEIRO - CAIXA Cultural - 19:00hs
FALADORES - Cia Mário Nascimento
- 20 de julho - RIO DE JANEIRO - CAIXA CULTURAL - 19:00hs
BATA-ME - Direção Diego Bagagal
- 30 e 31 de janeiro - Verão Arte Contemporânea - Teatro Oi Futuro Klauss Vianna - 21:00hs
A CIRANDA DAS HORAS
WORKSHOP ARTE-INTEGRADA - Rosa Antuña
- outubro - BRASÍLIA - Caixa
- julho - RIO de JANEIRO - Caixa Cultural
- 8 de junho - NATAL
- 21 a 25 de janeiro - BELO HORIZONTE - CASA - Centro de Arte Savassi - de 16:00hs às 18:00hs
- fevereiro NÔMADE (Cia Mário Nascimento) - Centro Cultural Banco do Brasil - Verão Arte Contemporânea - Belo Horizonte, MG
- 23, 24 e 25 de maio - O VESTIDO - ESTREIA - Teatro Oi Futuro Klauss Vianna - Belo Horizonte, MG
- 13 a 29 de junho - BATA-ME( Madame Teatro) - espaço 104 - quinta a domingo às 20:00h - Belo Horizonte,MG
- agosto - O VESTIDO (Núcleo de Criação Rosa Antuña) - Recife, PE
- agosto - O VESTIDO (Núcleo de Criação Rosa Antuña) - Encontro de Dança - Mossoró, RN
- agosto - O VESTIDO (Núcleo de Criação Rosa Antuña) - Encontro de Danca - Natal, RN
- 12 e 17 de dezembro - A Mulher que Cuspiu a Maçã, direção Roberta Carreri (Núcleo de Criação Rosa Antuña) - Ensaio Aberto - Work in Progress - Odin Teatret - Holstebro, Dinamarca
Agenda 2013
O VESTIDO - direção Rosa Antuña
foto: Marco Aurélio Prates
- 14 de novembro - Pre-Estreia (versão com 40 min) São Paulo - Satyrianas - 21:30hs
- 5 de outubro - Pré-estreia - Belo Horizonte - 1, 2 na Dança - Teatro Oi Futuro Klauss Vianna (Av Afonso Pena) - 20:00hs
- 22 de julho - PRÉ - ESTREIA NACIONAL - JOINVILLE - Festival Internacional de Dança de Joinville Seminário de Dança - 15:00hs
MULHER SELVAGEM - direção Rosa Antuña
foto: Jorge Etecheber
- 9 de junho - Circuito Cultural Ribeira SESC - Casa da Ribeira - 19:30hs - NATAL, RN - gratuito
- 24 de maio - RIO DE JANEIRO, RJ - CONEXÃO CACILDA - Teatro Cacilda Becker às 20:00hs - Catete - ingressos 20,00 reais inteira e 10,00 reais meia
- 1, 2 e 3 de fevereiro - BELO HORIZONTE, MG - Campanha de Popularização do Teatro e da Dança - SESC Palladium Espaço Multiuso - sexta e sábado 21:00hs e domingo 20:00hs - ingressos 10,00reais antecipado nos postos Sinparc e 24,00 reais na bilheteria do Teatro
NÔMADE (PETROBRAS) ESTREIA 2013 - direção Mário Nascimento
foto: Marco Aurélio Prates
- 14 a 17 de novembro - BELO HORIZONTE - Espaço 104 - 20:00hs
- 5 de novembro - SÃO PAULO - SESC Santo Amaro
- 27 de outubro - BRASÍLIA - Teatro da CAIXA- 2 e 3 de outubro - SÃO PAULO - Teatro Sérgio Cardoso- 20:00hs - ingressos 20,00 reais inteira e 10,00 reais meia
- 27 e 28 de julho - RIO DE JANEIRO - Teatro da Caixa
- 6 e 7 de junho - NATAL - 20:00hs
- 4 de junho - MOSSORÓ - 20:00hs
- 1 e 2 de junho - RECIFE - 20:00hs
- 29 e 30 de maio - ARACAJU - 20:00hs
- 4, 5, 6 e 7 de abril - ESTRÉIA NACIONAL - BELO HORIZONTE, MG -Teatro Oi Futuro Klauss Vianna - 5a a sábado 21:00hs e domingo às 19:00hs - ingressos 15,00reais inteira e 7,50 meia
TERRITÓRIO NU - Direção Mário Nascimento
foto: Cuia Magalhães
- 23 de novembro - GOIÂNIA - Paralelo 16 - Teatro Goiânia
- 26 de outubro - BRASÍLIA - Teatro da CAIXA
- 18 de agosto - ARAXÁ, MG - 13o Festival Dançaraxá
- 18 e 19 de julho - RIO DE JANEIRO - Teatro da Caixa
- 2 de maio - SÃO PAULO - Centro Cultural da Caixa - 14:00hs e 18:30hs
PARADA 7 - Direção Mário Nascimento e Rosa Antuña
foto: Guto Muniz
- 23 de maio - RIO DE JANEIRO , RJ - Largo do Machado
ESCAPADA - Cia Mário Nascimento
foto: Cláudio Etges
- 25 e 26 de Julho - RIO DE JANEIRO - CAIXA Cultural - 19:00hs
FALADORES - Cia Mário Nascimento
foto: Reyner Araujo
- 20 de julho - RIO DE JANEIRO - CAIXA CULTURAL - 19:00hs
BATA-ME - Direção Diego Bagagal
foto: Guto Muniz
A CIRANDA DAS HORAS
BRASÍLIA :
- A Ciranda das Horas - direção Rosa Antuña - teatro - com Juana Miranda e Larissa Leite - Teatro Goldoni - de 28 de novembro a 15 de dezembro, de quinta a domingo.
WORKSHOP ARTE-INTEGRADA - Rosa Antuña
foto: Cláudio Etges
- julho - RIO de JANEIRO - Caixa Cultural
- 8 de junho - NATAL
- 21 a 25 de janeiro - BELO HORIZONTE - CASA - Centro de Arte Savassi - de 16:00hs às 18:00hs
Nômade - primeiras fotos... com Duda e Mirela
É... Fiquei mesmo um tempo sem escrever aqui no blog... trabalhando muito... logo após a temporada de Mulher Selvagem, engrenei com a Cia Mário Nascimento na montagem de NÔMADE.
Muita coisa para fazer... escrever os textos dos programas... supervisionar a Arte... revisar todo o material de divulgação... Quando veio o carnaval não consegui entrar no clima... pena... queria ter me fantasiado de She-Ra...
E foi logo após mesmo minha temporada que engrenei em Nômade. Literalmente!. No domingo terminei o espetáculo do solo às 21:00hs. E todo o elenco da Cia MN já estava lá no SESC Paladium, pronto e maquiado para fazer as fotos de divulgação de Nômade!!! Troquei de roupa e de espírito correndo! Confesso que estava completamente atordoada... e.. bem, meus colegas amados me ajudaram a arrumar minhas coisas. Duda Las Casas, minha amiga querida, que acabara de filmar meu solo, com assitência da Mirela Persichini (uma linda!) e do Paulo Chamone (amigo e parceiro de longas datas), ela é quem iria fazer as fotos de Nômade!
Tínhamos prazo apertado pra entregar o material e não pudemos fazer antes, pois eu est5ava na temporada com Bata-me e Mulher Selvagem! E pra conciliar um horário onde todos podiam... que tal domingo à noite?
Pensamos que daria para fazer ali no lugar onde dancei, para aproveitar a luz, mas não foi possível... então... extress.. pressão... todo mundo pronto e fazer o quê? Lembrei que Mário há mais tempo havia comentado que queria fazer algo na Praça da Estação. Então gritei: PRAÇA DA ESTAÇÃO!
Pronto. Todos saímos correndo, em 3 carros.
Chegamos lá já era 22:00hs. Estava bem vazio. A luz não era a ideal e isso preocupou mto a Duda. Mário estava tenso, querendo manter o foco e a atençaõ do grupo. Eu estava completamente esgotada após 5 dias de espetáculo!!! Tudo o qu eu mais queria era ir comer uma pizza para comemorar o sucesso que foi minha temporada! Mas eu estava ali, vestida de Nômade. O elenco todo ligado, mas meio sem saber o que fazer... E Duda e Mirela começaram a fotografar enquanto discutíamos, e nós não sabíamos para onde olhar... e eu e Mário nos desentendíamos... e tinha momentos inde estava tudo uma bagunça... e aquela luz que parecia não estar boa... mas estávamos ali fazendo o melhor possível. Todos nós. Duda fez fotos e uns videozinhos... e... o resultado foi esse:
Muita coisa para fazer... escrever os textos dos programas... supervisionar a Arte... revisar todo o material de divulgação... Quando veio o carnaval não consegui entrar no clima... pena... queria ter me fantasiado de She-Ra...
E foi logo após mesmo minha temporada que engrenei em Nômade. Literalmente!. No domingo terminei o espetáculo do solo às 21:00hs. E todo o elenco da Cia MN já estava lá no SESC Paladium, pronto e maquiado para fazer as fotos de divulgação de Nômade!!! Troquei de roupa e de espírito correndo! Confesso que estava completamente atordoada... e.. bem, meus colegas amados me ajudaram a arrumar minhas coisas. Duda Las Casas, minha amiga querida, que acabara de filmar meu solo, com assitência da Mirela Persichini (uma linda!) e do Paulo Chamone (amigo e parceiro de longas datas), ela é quem iria fazer as fotos de Nômade!
Tínhamos prazo apertado pra entregar o material e não pudemos fazer antes, pois eu est5ava na temporada com Bata-me e Mulher Selvagem! E pra conciliar um horário onde todos podiam... que tal domingo à noite?
Pensamos que daria para fazer ali no lugar onde dancei, para aproveitar a luz, mas não foi possível... então... extress.. pressão... todo mundo pronto e fazer o quê? Lembrei que Mário há mais tempo havia comentado que queria fazer algo na Praça da Estação. Então gritei: PRAÇA DA ESTAÇÃO!
Pronto. Todos saímos correndo, em 3 carros.
Chegamos lá já era 22:00hs. Estava bem vazio. A luz não era a ideal e isso preocupou mto a Duda. Mário estava tenso, querendo manter o foco e a atençaõ do grupo. Eu estava completamente esgotada após 5 dias de espetáculo!!! Tudo o qu eu mais queria era ir comer uma pizza para comemorar o sucesso que foi minha temporada! Mas eu estava ali, vestida de Nômade. O elenco todo ligado, mas meio sem saber o que fazer... E Duda e Mirela começaram a fotografar enquanto discutíamos, e nós não sabíamos para onde olhar... e eu e Mário nos desentendíamos... e tinha momentos inde estava tudo uma bagunça... e aquela luz que parecia não estar boa... mas estávamos ali fazendo o melhor possível. Todos nós. Duda fez fotos e uns videozinhos... e... o resultado foi esse:
Duda las Casas e Mirela Persichini
foto: Duda Las Casas e Mirela Persichini
foto: Duda Las Casas e Mirela Persichini
* tenho atualizado todo o material de fotos e vídeos da Cia MN na nossa página do Face :
Cia Mário Nascimento - é só curtir lá!
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