E em janeiro abrimos(Cia Mário Nascimento) o ano no Verão Arte Contemporânea. E foi a primeira vez que dançamos no maravilhoso Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Belo Horizonte. Aliás, foi o primeiro espetáculo de dança nesse palco, desde sua estreia.
Fotos: Netun Lima
Textos, poemas, reflexões e também fotos de espetáculos e bastidores de viagens, criações e apresentações
Próximas apresentações e workshops:
Rio de Janeiro:
- agosto: O Vestido - aguardem
E no segundo semestre tem estreia: ANGELINA!
terça-feira, 11 de março de 2014
FOTOS - Sérgio Penna - workshop Atuação para cinema - Rio 2014
FOTOS do Workshop de atuação para cinema com Sérgio Penna - Rio jan 2014
Sérgio Penna - gratidão!
gratidão aos companheiros de oficina
Workshop Roberta Carreri Rio 2014
Roberta Carreri, querida mestra!
Em janeiro deste ano tive a oportunidade de participar do módulo Aprofundamento do Workshop A Dança das Intenções, com Roberta Carreri, atriz do Odin Teatret, da Dinamarca, dirigido por Eugênio Barba.
É uma experiência incrível poder conviver com uma artista como a Roberta... a vejo como um ser que um dia fez uma escolha na vida e seguiu com esta escolha até o fim.
Poder observar tantas possibilidades sutis de um fazer teatral tão refinado, que nos tira de nossa zona de conforto... e nos abre um universo de possibilidades novas... quanta riqueza e transformação em uma semana de curso.
Colegas maravilhosos, artistas que pesquisam a fundo o teatro e seus desdobramentos... pessoas sensíveis em seu olhar e sua escuta diante da vida.
Gratidão a todos.
Júlio!!! Amigo amado!!!
queridas Renata e Patrícia - elas que fazem as coisas acontecerem!!!
Gratidão!
Bossa, Poesia e Paixão - Cia Mitzi Marzzutti
E 2014 começou com tudo! Dia 3 de janeiro eu já estava em Vitória criando um trabalho: Bossa, Poesia e Paixão. Foram 3 dias intensos e gratificantes. Para a trilha, fiz uma compilação com João Donato, Vinícius de Morais, Tom Jobim... delícia!!!
Sobre PRAZER, da Cia LUNA LUNERA
E que coisa mais linda testemunhar um trabalho como este (Prazer). Uma entrega tão pura de quatro artistas que nos emprestam seus corpos, para que possamos vesti-los experimentando a nós mesmos de forma camuflada, que não dói tanto... que não nos revela tanto... não nos expõem tanto... pois fazemos de conta que aqueles quatro que estão em cena são apenas eles e não nós.
Mas intimamente sei que vi meus fragmentos de vida ali. E agradeço a cada um desses quatro atores por isso... por me salvarem mais um pouco... por me ouvirem mais um pouco... pois me senti diluída neles.
E sei que daqui para frente eles também estão diluídos em mim.
Rosa Antuña - 12/12/13
Mas intimamente sei que vi meus fragmentos de vida ali. E agradeço a cada um desses quatro atores por isso... por me salvarem mais um pouco... por me ouvirem mais um pouco... pois me senti diluída neles.
E sei que daqui para frente eles também estão diluídos em mim.
Rosa Antuña - 12/12/13
PRAZER
E afinal o que buscamos na vida?
E o que é realmente importante para cada um?
Por que nos aprisionamos em medos e manias?
Por que dizemos não para a vida?
Por que não arriscamos?
Talvez no fundo, estejamos todos gritando por socorro...
E emitimos a todo instante sinais de pedido de ajuda...
Mas é tão difícil socorrer o outro... é tão difícil socorrer a si mesmo...
E então emitimos sinais codificados, mensagens secretas, senhas, na esperança contida de que alguém nos adivinhe... de que alguém nos descubra... de que alguém nos revele para nós mesmos e diga: tudo bem, eu entendo você. Tudo bem. Eu aceito você.
E nesse caminhar da vida, tomando a minha própria como objeto de reflexão... me pergunto: o que realmente importa? O que realmente significa algo? Sigo realmente o caminho por escolha, ou por falta dela? Por acaso tive escolha? Ou o caminho que escolhi foi para que eu não sucumbisse?
Estaria eu disposta a reavaliar tudo? A rever tudo o que fiz até agora? E se eu descobrisse que não fui eu que vivi?
Talvez assim tenha a chance de descobrir algum eu que seja eu e grite para mim, de verdade, o que realmente me traz prazer.
Rosa Antuña - (12/12/13) após assistir o espetáculo PRAZER com a Cia Luna Lunera de Teatro, de Belo Horizonte, MG
E o que é realmente importante para cada um?
Por que nos aprisionamos em medos e manias?
Por que dizemos não para a vida?
Por que não arriscamos?
Talvez no fundo, estejamos todos gritando por socorro...
E emitimos a todo instante sinais de pedido de ajuda...
Mas é tão difícil socorrer o outro... é tão difícil socorrer a si mesmo...
E então emitimos sinais codificados, mensagens secretas, senhas, na esperança contida de que alguém nos adivinhe... de que alguém nos descubra... de que alguém nos revele para nós mesmos e diga: tudo bem, eu entendo você. Tudo bem. Eu aceito você.
E nesse caminhar da vida, tomando a minha própria como objeto de reflexão... me pergunto: o que realmente importa? O que realmente significa algo? Sigo realmente o caminho por escolha, ou por falta dela? Por acaso tive escolha? Ou o caminho que escolhi foi para que eu não sucumbisse?
Estaria eu disposta a reavaliar tudo? A rever tudo o que fiz até agora? E se eu descobrisse que não fui eu que vivi?
Talvez assim tenha a chance de descobrir algum eu que seja eu e grite para mim, de verdade, o que realmente me traz prazer.
Rosa Antuña - (12/12/13) após assistir o espetáculo PRAZER com a Cia Luna Lunera de Teatro, de Belo Horizonte, MG
Texto Território Nu
Na mesma tarde que te levanto eu te amanheço
E no encanto que te revelo eu me desperto
na madrugada que te ameaço eu me arrependo
E no castigo que te imponho eu reconheço
E no silêncio que te tortura eu te dissolvo
E no momento que te sufoca eu te liberto
No castigo que te ameaça eu me massacro
E no massacre que te retorna eu me alivio
E no alívio que te espanta eu me mato
E na morte que te alimenta eu me perdoo
na manhã que te desperta eu te anoiteço
E na noite que te sorri eu permaneço.
Rosa Antuña - para o espetáculo Território Nu - Cia Mário Nascimento
E no encanto que te revelo eu me desperto
na madrugada que te ameaço eu me arrependo
E no castigo que te imponho eu reconheço
E no silêncio que te tortura eu te dissolvo
E no momento que te sufoca eu te liberto
No castigo que te ameaça eu me massacro
E no massacre que te retorna eu me alivio
E no alívio que te espanta eu me mato
E na morte que te alimenta eu me perdoo
na manhã que te desperta eu te anoiteço
E na noite que te sorri eu permaneço.
Rosa Antuña - para o espetáculo Território Nu - Cia Mário Nascimento
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