Textos, poemas, reflexões e também fotos de espetáculos e bastidores de viagens, criações e apresentações
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Rio de Janeiro:
- agosto: O Vestido - aguardem
E no segundo semestre tem estreia: ANGELINA!
sábado, 14 de agosto de 2010
Tentativa Frustrada
Fui ao Teatro Marília pra assistir VIDA, uma peça do Paraná que está na programação do FIT. Era às 16:00hs. Cheguei às 16:15 e não pude entrar. "A porta está trancada por dentro", foi o que me disse a funcionária do teatro, muito simpática e chateada pois por ela, eu e outra senhora retardatária entraríamos. Tudo bem. Errada estava eu. Quer dizer que por quinze minutos, ninguém poderia entrar pra não atrapalhar a peça... certo. E a porta estava trancada por dentro... que bom, pois quem quiser então, pode destrancar a porta e sair quando quiser, assim espero! Ou será que não, pois atrapalharia a concentração dos atores você sair no meio da apresentação? Realmente, muitos artistas não permitem a entrada de público após começado o espetáculo. Realmente incomoda, perturba. E aqui no Brasil tem-se o hábito de se atrasar. Mas talvez as peças poderiam esperar um pouco mais pra começar. Ou não. É de cada um mesmo. Os ônibus atrasam, tudo atrasa... o salário. Na Alemanha não. Lá tudo é bastante pontual. Bem, de qualquer forma, em meus espetáculos, a porta estará sempre aberta pra entrar e pra sair.
domingo, 8 de agosto de 2010
Ingressos FIT - aconteceu comigo
Numa bela tarde de sábado fui até 5ª avenida, na Savassi, não em Nova Iorque, comprar ingressos para o FIT (Festival Internacional de Teatro) em Belo Horizonte.
Chego no segundo andar procurando pelo “Ingresso Rápido”, como me foi indicado. Ouço uma música em alto e bom tom: era axé. Pensei : “- Vou passar longe!”, mas não pude fazê-lo, pois a melodia agradável vinha da loja de ingressos. Havia seis pessoas na minha frente. Eram três e meia da tarde. O estabelecimento fecharia às quatro. Demorou até chegar a minha vez, e, enquanto isso não acontecia, a fila foi aumentando. Chegaram mais umas seis pessoas. Eram homens muito alegres e animados, pois iriam comprar seus ingressos para assistir axé. Concentrei-me em meu jornal informativo para conferir as peças que me interessariam ir.
Chegou minha vez.
Comecei a dizer os nomes das peças para as quais eu gostaria de comprar os bilhetes. A simpática atendente, muito íntima, me interrompeu e disse : “- fala direto os nomes dos teatros e não das peças, senão não consigo aqui!”. Percebi que eu estava em outro planeta e seria importante que eu me mantivesse calma e observasse primeiramente os costumes daqueles seres estranhos. “- Pois não – eu disse. Só que eu tinha que ler em uma página do jornal o nome da peça, na outra o nome do Teatro... o processo foi ficando lento no “Ingresso Rápido”!
“- Bem - eu disse - quero ir no Cine Santa Tereza!” Neste momento a atendente fitou-me com desconfiança e compaixão : “- Nunca ouvi falar nisso!” Insisti : “- Cine Santa Tereza. É um cinema que foi reativado e é mais um espaço cultural na cidade.” Ela continuou olhando para mim com descrença. Lembrei-me que eu estava em outro planeta. Respirei fundo e insisti de novo. Finalmente, lentamente, ela achou no computador e acreditou em mim. Pedi-lhe, então, ingressos para o Teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes. Para quê? Ela teve a mesma reação de incredulidade. Nunca havia ouvido falar naquela sala de teatro. Quis me dar ingressos para o Grande Teatro. Expliquei-lhe que aquele era um teatro menor, dentro do complexo da Fundação Clóvis Salgado... mas quanto mais eu explicava, pior ficava a situação! Os seres da fila me olhavam impacientes, o som do axé soava como um bombardeio em meus ouvidos, mas eu queria os ingressos e precisava passar por essa prova para consegui-los e então voltar para o meu planeta onde eu poderia ouvir música.
Demorou muito para que eu conseguisse comprar todos os ingressos que queria. Eu ia pagar com cartão de crédito, daquele que não precisa de senha, mas ela exigiu a senha; paguei no débito com outro cartão.
Acabou. Consegui. Hora de sair daquele estranho planeta axé e voltar ao planeta cultura.
Quando eu estava saindo, a ouvi dizer para a fila restante, em alto e bom tom : “ – Ninguém mais aqui vai comprar ingressos para o teatro não, né? “.
Rosa Antuña.
Chego no segundo andar procurando pelo “Ingresso Rápido”, como me foi indicado. Ouço uma música em alto e bom tom: era axé. Pensei : “- Vou passar longe!”, mas não pude fazê-lo, pois a melodia agradável vinha da loja de ingressos. Havia seis pessoas na minha frente. Eram três e meia da tarde. O estabelecimento fecharia às quatro. Demorou até chegar a minha vez, e, enquanto isso não acontecia, a fila foi aumentando. Chegaram mais umas seis pessoas. Eram homens muito alegres e animados, pois iriam comprar seus ingressos para assistir axé. Concentrei-me em meu jornal informativo para conferir as peças que me interessariam ir.
Chegou minha vez.
Comecei a dizer os nomes das peças para as quais eu gostaria de comprar os bilhetes. A simpática atendente, muito íntima, me interrompeu e disse : “- fala direto os nomes dos teatros e não das peças, senão não consigo aqui!”. Percebi que eu estava em outro planeta e seria importante que eu me mantivesse calma e observasse primeiramente os costumes daqueles seres estranhos. “- Pois não – eu disse. Só que eu tinha que ler em uma página do jornal o nome da peça, na outra o nome do Teatro... o processo foi ficando lento no “Ingresso Rápido”!
“- Bem - eu disse - quero ir no Cine Santa Tereza!” Neste momento a atendente fitou-me com desconfiança e compaixão : “- Nunca ouvi falar nisso!” Insisti : “- Cine Santa Tereza. É um cinema que foi reativado e é mais um espaço cultural na cidade.” Ela continuou olhando para mim com descrença. Lembrei-me que eu estava em outro planeta. Respirei fundo e insisti de novo. Finalmente, lentamente, ela achou no computador e acreditou em mim. Pedi-lhe, então, ingressos para o Teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes. Para quê? Ela teve a mesma reação de incredulidade. Nunca havia ouvido falar naquela sala de teatro. Quis me dar ingressos para o Grande Teatro. Expliquei-lhe que aquele era um teatro menor, dentro do complexo da Fundação Clóvis Salgado... mas quanto mais eu explicava, pior ficava a situação! Os seres da fila me olhavam impacientes, o som do axé soava como um bombardeio em meus ouvidos, mas eu queria os ingressos e precisava passar por essa prova para consegui-los e então voltar para o meu planeta onde eu poderia ouvir música.
Demorou muito para que eu conseguisse comprar todos os ingressos que queria. Eu ia pagar com cartão de crédito, daquele que não precisa de senha, mas ela exigiu a senha; paguei no débito com outro cartão.
Acabou. Consegui. Hora de sair daquele estranho planeta axé e voltar ao planeta cultura.
Quando eu estava saindo, a ouvi dizer para a fila restante, em alto e bom tom : “ – Ninguém mais aqui vai comprar ingressos para o teatro não, né? “.
Rosa Antuña.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Pela pele
Ando por aí à procura de um amor. Um amor bonito. Um amor de novela. Será que existe? Um amor romântico. Será que dura? Um amor inquieto. Um amor irritante. Um amor transparente. Um amor amor. Ando por aí à procura de um amor. Um amor que apenas ame. Um amor que se permita ser amado. Um amor instigante. Um amor excitante. Um amor que não seja bege claro. Ando por aí, é claro, à procura de um amor... que talvez nem exista! Será que eu quero que exista? Será que eu daria conta de tanto mel azulado? Amor melado... amor grudento... amor amassado. Não quero não. Talvez dê enjôo...
Sendo assim, quero então um amor que me enxergue. Um amor que derrame, que transborde. Quero um amor que descubra meu nome. Que descubra meus segredos. Quero um amor que se importe comigo. Que vá atraz de mim. Que me procure à noite e me ache. Quero um amor que se adapte. Quero um amor que conquiste. Quero um amor que se esforce, que se reinvente. Quero um amor que respeite. Um amor que me ouça pela alça da alma... quero um amor que advinhe, porque presta tanta atenção...
...não quero um amor que castigue, não quero não; nem quero um amor que estrague, muito menos um que atropele. Um amor que não divide, que só ama um...
Quero sim, um amor que se espalhe pela pele e diga :
"Vamos dançar ?"
Sendo assim, quero então um amor que me enxergue. Um amor que derrame, que transborde. Quero um amor que descubra meu nome. Que descubra meus segredos. Quero um amor que se importe comigo. Que vá atraz de mim. Que me procure à noite e me ache. Quero um amor que se adapte. Quero um amor que conquiste. Quero um amor que se esforce, que se reinvente. Quero um amor que respeite. Um amor que me ouça pela alça da alma... quero um amor que advinhe, porque presta tanta atenção...
...não quero um amor que castigue, não quero não; nem quero um amor que estrague, muito menos um que atropele. Um amor que não divide, que só ama um...
Quero sim, um amor que se espalhe pela pele e diga :
"Vamos dançar ?"
terça-feira, 4 de maio de 2010
Enxaqueca
Depois de 7 dias com uma enxaqueca infernal pensei uma coisa: será que é isso que as lagartas sentem no casulo? Será que logo antes de virarem borboleta elas sentem dor? Medo? Insegurança? Será que acham que vão morrer? Será que por um instante desistem de tudo? Será que acham que vão explodir? Ou mais : será que sabem que precisam explodir, pois elas não cabem mais ali? E por um instante elas simplesmente se permitem...
E explodem.
E suas coloridas asas brilham ao sol.
E voam.
Será que estou virando borboleta? rsrs
E explodem.
E suas coloridas asas brilham ao sol.
E voam.
Será que estou virando borboleta? rsrs
Poesia Cura
A poesia cura.
Cura a alma machucadinha.
Cura o coração partidinho.
Cura a mente obsessivasinha.
A poesia preenche os espaços vazios do corpo com uma coisa sem nome...
E é bom... é tão bom que temos vontade de beber poesia, comer poesia, viver em poesia.
Temos vontade de trazer a poesia do lugar de onde ela vem e convidá-la para morar consoco...
Mostrar a vida "real" para ela; mas de longe, senão ela se machuca.
E de longe, ela consegue curar a vida da sua realidade machucada, partida e obsessiva.
Ela consegue ligar os pontos e formar um lindo desenho, ela derrama tintas coloridas pelo mundo, e nos traz um alimento que faz os olhos brilharem... mas esse alimento também não tem nome... as coisas da poesia não são muito de ter nome. Elas são.
A poesia nos lembra que palavras podem costurar vidas, alimentar os sonhos, tecer um amor estrelado...
A poesia nos faz lembrar quem somos : Anjos, Demônios e Humanos.
Rosa Antuña
Cura a alma machucadinha.
Cura o coração partidinho.
Cura a mente obsessivasinha.
A poesia preenche os espaços vazios do corpo com uma coisa sem nome...
E é bom... é tão bom que temos vontade de beber poesia, comer poesia, viver em poesia.
Temos vontade de trazer a poesia do lugar de onde ela vem e convidá-la para morar consoco...
Mostrar a vida "real" para ela; mas de longe, senão ela se machuca.
E de longe, ela consegue curar a vida da sua realidade machucada, partida e obsessiva.
Ela consegue ligar os pontos e formar um lindo desenho, ela derrama tintas coloridas pelo mundo, e nos traz um alimento que faz os olhos brilharem... mas esse alimento também não tem nome... as coisas da poesia não são muito de ter nome. Elas são.
A poesia nos lembra que palavras podem costurar vidas, alimentar os sonhos, tecer um amor estrelado...
A poesia nos faz lembrar quem somos : Anjos, Demônios e Humanos.
Rosa Antuña
domingo, 18 de abril de 2010
Há lugar para as borboletas?
Há ainda lugar para as borboletas? Num ecossistema equilibrado sim. Há lugar para todas as espécies. E há predadores e presas. E tudo flui harmoniosamente. Há espaço para os beija-flores e para os leões; para os tigres e para as libélulas.
Mas no nosso mundo não. Ultimamente só há espaço para os leões, tigres, búfalos, além de bandos de ratos e cobras que rastejam sorrateiramente. Não há espaço para os esquilos, canários, vagalumes... estes são massacrados. E para sobreviver são obrigados a fantasiarem-se de animais grandes, fortes fisicamente e violentos ou venenosos.
Onde está o espaço para a delicadeza? Onde está a gentileza e a educação? Onde está a calma e a paciência? Onde está a tolerância e a compreensão? A aceitação das diferenças?
O mundo é feito para os que brigam, para os mais rápidos, mais espertos... para ser alguém no mundo você tem que ser um vencedor. Não basta você ser você mesmo. Seja um vencedor. Seja o melhor. E se você for mau, cruel, tirano, comandará multidões que já estão condicionadas a cumprir ordens toscas.
Nosso planeta é tão bonito... com flores delicadas e árvores gigantescas, centenárias... há lugar na natureza para todas as diferenças. Apenas na humanidade isso não acontece.
Mas no nosso mundo não. Ultimamente só há espaço para os leões, tigres, búfalos, além de bandos de ratos e cobras que rastejam sorrateiramente. Não há espaço para os esquilos, canários, vagalumes... estes são massacrados. E para sobreviver são obrigados a fantasiarem-se de animais grandes, fortes fisicamente e violentos ou venenosos.
Onde está o espaço para a delicadeza? Onde está a gentileza e a educação? Onde está a calma e a paciência? Onde está a tolerância e a compreensão? A aceitação das diferenças?
O mundo é feito para os que brigam, para os mais rápidos, mais espertos... para ser alguém no mundo você tem que ser um vencedor. Não basta você ser você mesmo. Seja um vencedor. Seja o melhor. E se você for mau, cruel, tirano, comandará multidões que já estão condicionadas a cumprir ordens toscas.
Nosso planeta é tão bonito... com flores delicadas e árvores gigantescas, centenárias... há lugar na natureza para todas as diferenças. Apenas na humanidade isso não acontece.
Raça Humana
Racinha escrota essa tal de raça humana... tão escrota, que diz subdividir-se em outras raças e cada uma se considera melhor do que a outra! Tudo farinha do mesmo saco... tudo merda. Um bando de merdinhas acreditando ser algo superior. Só rindo mesmo.
Todo o caos que vemos em volta é apenas reflexo do que está dentro. Todos os vírus, doenças, tudo está dentro de nós em primeira instância. São vírus psíquicos de nossa mente obsoleta, são doenças do comportamento, são distúrbios do humor, são neuroses, psicoses... pobre raça estragada... somos como aqueles produtos que passaram da validade e foram jogados no lixo. E pensamos ser alguma coisa! E ainda subjugamos uns aos outros! E ainda somos prepotentes! Uau! Incrível! É de se orgulhar mesmo!
Mas existem exceções. Claro que existem. Tentam nos ensinar alguma coisa, com paciência, amor, sem nos julgar, às vezes sendo firmes como quando se educa uma criança mimada. Benditas exceções que se compadecem de nossa estupidez.
As raças se subjugam. Os continentes se subjugam. Os países se subjugam... os times de futebol... as torcidas... as igrejas... as religiões... as famílias... dentro das famílias... as profissões... todo o tempo em todas as circunstâncias estamos um subjugando o outro. Os amigos se subjugam.
É tão reconfortante quando um amigo tem um problema e podemos usar isso para nos sentirmos melhores do que ele, não é?
Por outro lado, quando um amigo começa a crescer, ganhar o mundo, projetar-se, ser feliz, logo os outros amigos frustrados com alguma coisa começam a puxá-lo pra baixo, com todas as forças, numa tentativa desesperada de deixarem tudo como está e assim, não olharem para os seus fracassos. Triste. Mas somos nós, a raça humana. Difícil. Mas somos nós, a raça humana.
Será que é tão difícil assim cuidar da própria vida? Será que é tão difícil assim não julgar o outro? Será que é tão difícil assim assumir a inveja, mágoa, raiva... e tentar mudar a si mesmo? Será que é tão difícil querer o bem da humanidade, da sua nação, da sua família, dos seus amigos? Será que é tão difícil progredir? Crescer juntos? Torcer pra que o outro seja feliz? Buscar a própria felicidade?
Porra!
Todo o caos que vemos em volta é apenas reflexo do que está dentro. Todos os vírus, doenças, tudo está dentro de nós em primeira instância. São vírus psíquicos de nossa mente obsoleta, são doenças do comportamento, são distúrbios do humor, são neuroses, psicoses... pobre raça estragada... somos como aqueles produtos que passaram da validade e foram jogados no lixo. E pensamos ser alguma coisa! E ainda subjugamos uns aos outros! E ainda somos prepotentes! Uau! Incrível! É de se orgulhar mesmo!
Mas existem exceções. Claro que existem. Tentam nos ensinar alguma coisa, com paciência, amor, sem nos julgar, às vezes sendo firmes como quando se educa uma criança mimada. Benditas exceções que se compadecem de nossa estupidez.
As raças se subjugam. Os continentes se subjugam. Os países se subjugam... os times de futebol... as torcidas... as igrejas... as religiões... as famílias... dentro das famílias... as profissões... todo o tempo em todas as circunstâncias estamos um subjugando o outro. Os amigos se subjugam.
É tão reconfortante quando um amigo tem um problema e podemos usar isso para nos sentirmos melhores do que ele, não é?
Por outro lado, quando um amigo começa a crescer, ganhar o mundo, projetar-se, ser feliz, logo os outros amigos frustrados com alguma coisa começam a puxá-lo pra baixo, com todas as forças, numa tentativa desesperada de deixarem tudo como está e assim, não olharem para os seus fracassos. Triste. Mas somos nós, a raça humana. Difícil. Mas somos nós, a raça humana.
Será que é tão difícil assim cuidar da própria vida? Será que é tão difícil assim não julgar o outro? Será que é tão difícil assim assumir a inveja, mágoa, raiva... e tentar mudar a si mesmo? Será que é tão difícil querer o bem da humanidade, da sua nação, da sua família, dos seus amigos? Será que é tão difícil progredir? Crescer juntos? Torcer pra que o outro seja feliz? Buscar a própria felicidade?
Porra!
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