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E no segundo semestre tem estreia: ANGELINA!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Respeito Humano

De saco cheio. É exatamente como estou neste momento. Porque o ser humano tem o hábito de querer que os outros pensem, vistam, trepem e rezem como ele? Alguma necessidade de afirmação? Provavelmente. Já sei, já sei... a psicologia explica. Ego. Mas como isso é chato! E claro, meu ego do lado de cá se irrita com esses egos também insupórtáveis que tentam convencer os outros a serem como eles. Coisa chata.
Então é assim : você vai à sorveteria com uns amigos, escolhe um sorvete de cereja e um deles diz que você TEM que tomar o sorvete de côco! Se você não aceita nem experimentar, " porque é o melhor, como você ousa não querer?" o chato do amigo começa a insistir, então esta insistência insuportável e irritante começa a contaminar os outros amigos chatos. Você fica sozinho e completamente acuado e coagido por esses amigos insuportáveis falando insistentemente na sua cabeça que você TEM que tomar o maldito sorvete de côco, que a essas alturas para você, já se tornou um sorvete de cocô!
O que quero dizer com isso?
NÃO ME DIGAM EM QUEM EU TENHO QUE VOTAR, PORRA!
CADA UM ESCOLHE COM QUEM VAI TREPAR E EM QUEM VAI VOTAR E NINGUÉM TEM NADA COM ISSO!

e o voto é secreto.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

MULHER SELVAGEM estréia no 1,2 na Dança


FOTO : Guto Muniz

Mulher Selvagem - solo inspirado no livro MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS, de Clarissa Pinkola Estés

Estréia em Belo Horizonte na 7a edição do 1,2 NA DANÇA , a se realizar no Teatro Alterosa
Dia 16 de setembro, quinta-feira, às 21:00hs
Ingressos a 12,00 reais inteira e 6,00 reais meia.


Dança, música, teatro e poesia são os recursos usados para expressar o tema “Mulher Selvagem”, que nada mais é do que a mulher criativa, livre, confiante e plena. Este solo, assim como o livro, busca nos lembrar de resgatar nossos instintos e permitir que nossa loba interior nos leve de volta para casa.

Em “Mulheres que correm com os Lobos”, livro de Clarissa Pínkola Estés, o termo mulher selvagem é usado para designar a mulher sadia em relação à sua essência feminina. A mulher livre que existe dentro de cada mulher. E essa mulher livre é aquela que cria. Todo o tempo ela cria. Pinta, canta, compõe, cozinha, escreve, dança, representa... A mulher selvagem é a própria força do feminino, com leveza, plenitude e consistência.
Por incrível que pareça, isso não é tão simples assim na prática. Devido à nossa estrutura social, cultural e histórica, a mulher selvagem foi açoitada, reprimida, condenada a vagar por áridos desertos ou florestas escuras repletas de feras. Infelizmente, muitas vezes esta metáfora foi algo literal.
Hoje, a mulher que perdeu o contato com seu feminino selvagem é aquela mulher amarga, abatida, masculinizada, confusa, frustrada... É a mulher sem EU. Anulada. Ela vive papéis. Vive em função do outro, mas nunca em função de si mesma. É a esposa, a mãe, a profissional boazinha demais. E enquanto ela corre de um lado para o outro, seu feminino torna-se um feminino sombrio. Sua mulher selvagem grita por socorro e faz de tudo para chamar sua atenção.
A mulher que perde seu instinto selvagem perde o fio da vida. Auto-sabotagem, medo, conflitos constantes, inveja, nenhuma auto-estima, dependência emocional, são apenas alguns dos problemas que surgem quando se perde o contato com a loba interior.
A autora do livro é uma pesquisadora e contadora de histórias. Ela trata deste assunto através de contos de fadas, histórias de povos antigos e de tribos indígenas. Faz uma análise profunda sobre os arquétipos, metáforas, personagens contidos nesses contos e revela a sabedoria oculta a tanto tempo sobre a importância de alimentar o feminino selvagem.

Há dois anos venho estudando este livro. Há dezoito anos estou em um caminho de auto-conhecimento, como uma buscadora. Estudei sete anos de Tarot, com uma abordagem Junguiana. Continuo e continuarei buscando enquanto eu existir. Buscando a verdade, a essência do ser, a harmonia da vida... mas nesse caminho que venho seguindo, tive que conhecer e conviver com a sombra. A inveja, o medo, ódio, conflitos, tristreza, frustração, amargura... e sei que muitas vezes perdi o fio.
O contato com este livro foi muito forte para mim. É impossível não se ver nele, sendo mulher. Ampliei meu olhar e vi que a importância do tema é urgente. Ele não fala de mim. Ele fala da mulher. Com um assunto tão rico e tão importante, sendo eu mulher e artista, senti um chamado a fazer algo com o tema mulher selvagem. Há dois anos venho me preparando para isso. E tem sido muito difícil, pois para conseguir chegar aqui, tive primeiramente que resgatar minha própria mulher selvagem que vagava por desertos de espinhos. Agora que aprendi o caminho e conheço seu risco, seu perigo, posso conduzir outras mulheres no resgate de sua loba interior.
A criação desse solo, MULHER SELVAGEM, que contém dança, poesia, teatro e música é a própria manifestação criativa de uma mulher que busca correr com os lobos.

Rosa Antuña


FOTO : Guto Muniz


FICHA TÉCNICA

Criação, coreografia, textos e interpretação : Rosa Antuña
Direção : Rosa Antuña
Figurino : Rosa Antuña
Cenário : Mário Nascimento e Rosa Antuña
Criação de luz : Mário Nascimento e Alberto Alvin Júnior
Técnico de luz : Alberto Alvin Júnior
Preparadora Vocal : Bárbara Penido
Trilha sonora (compilação) : Rosa Antuña
Edição de Áudio : Eduardo Borges
Produção : Cia MN

Apoio : Centro de Qualidade de Vida, Marcenaria, Dinâmica - Soluções em Saúde

Agradecimento : Mário Nascimento, Andrea Mourão, Eduardo Borges, José Villaça, Cia Mário Nascimento e meus pais Rosa Maria Antuña Martins e Nilseu Ferreira Martins

sábado, 14 de agosto de 2010

Tentativa Frustrada

Fui ao Teatro Marília pra assistir VIDA, uma peça do Paraná que está na programação do FIT. Era às 16:00hs. Cheguei às 16:15 e não pude entrar. "A porta está trancada por dentro", foi o que me disse a funcionária do teatro, muito simpática e chateada pois por ela, eu e outra senhora retardatária entraríamos. Tudo bem. Errada estava eu. Quer dizer que por quinze minutos, ninguém poderia entrar pra não atrapalhar a peça... certo. E a porta estava trancada por dentro... que bom, pois quem quiser então, pode destrancar a porta e sair quando quiser, assim espero! Ou será que não, pois atrapalharia a concentração dos atores você sair no meio da apresentação? Realmente, muitos artistas não permitem a entrada de público após começado o espetáculo. Realmente incomoda, perturba. E aqui no Brasil tem-se o hábito de se atrasar. Mas talvez as peças poderiam esperar um pouco mais pra começar. Ou não. É de cada um mesmo. Os ônibus atrasam, tudo atrasa... o salário. Na Alemanha não. Lá tudo é bastante pontual. Bem, de qualquer forma, em meus espetáculos, a porta estará sempre aberta pra entrar e pra sair.

domingo, 8 de agosto de 2010

Ingressos FIT - aconteceu comigo

Numa bela tarde de sábado fui até 5ª avenida, na Savassi, não em Nova Iorque, comprar ingressos para o FIT (Festival Internacional de Teatro) em Belo Horizonte.
Chego no segundo andar procurando pelo “Ingresso Rápido”, como me foi indicado. Ouço uma música em alto e bom tom: era axé. Pensei : “- Vou passar longe!”, mas não pude fazê-lo, pois a melodia agradável vinha da loja de ingressos. Havia seis pessoas na minha frente. Eram três e meia da tarde. O estabelecimento fecharia às quatro. Demorou até chegar a minha vez, e, enquanto isso não acontecia, a fila foi aumentando. Chegaram mais umas seis pessoas. Eram homens muito alegres e animados, pois iriam comprar seus ingressos para assistir axé. Concentrei-me em meu jornal informativo para conferir as peças que me interessariam ir.
Chegou minha vez.
Comecei a dizer os nomes das peças para as quais eu gostaria de comprar os bilhetes. A simpática atendente, muito íntima, me interrompeu e disse : “- fala direto os nomes dos teatros e não das peças, senão não consigo aqui!”. Percebi que eu estava em outro planeta e seria importante que eu me mantivesse calma e observasse primeiramente os costumes daqueles seres estranhos. “- Pois não – eu disse. Só que eu tinha que ler em uma página do jornal o nome da peça, na outra o nome do Teatro... o processo foi ficando lento no “Ingresso Rápido”!
“- Bem - eu disse - quero ir no Cine Santa Tereza!” Neste momento a atendente fitou-me com desconfiança e compaixão : “- Nunca ouvi falar nisso!” Insisti : “- Cine Santa Tereza. É um cinema que foi reativado e é mais um espaço cultural na cidade.” Ela continuou olhando para mim com descrença. Lembrei-me que eu estava em outro planeta. Respirei fundo e insisti de novo. Finalmente, lentamente, ela achou no computador e acreditou em mim. Pedi-lhe, então, ingressos para o Teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes. Para quê? Ela teve a mesma reação de incredulidade. Nunca havia ouvido falar naquela sala de teatro. Quis me dar ingressos para o Grande Teatro. Expliquei-lhe que aquele era um teatro menor, dentro do complexo da Fundação Clóvis Salgado... mas quanto mais eu explicava, pior ficava a situação! Os seres da fila me olhavam impacientes, o som do axé soava como um bombardeio em meus ouvidos, mas eu queria os ingressos e precisava passar por essa prova para consegui-los e então voltar para o meu planeta onde eu poderia ouvir música.
Demorou muito para que eu conseguisse comprar todos os ingressos que queria. Eu ia pagar com cartão de crédito, daquele que não precisa de senha, mas ela exigiu a senha; paguei no débito com outro cartão.
Acabou. Consegui. Hora de sair daquele estranho planeta axé e voltar ao planeta cultura.
Quando eu estava saindo, a ouvi dizer para a fila restante, em alto e bom tom : “ – Ninguém mais aqui vai comprar ingressos para o teatro não, né? “.

Rosa Antuña.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Pela pele

Ando por aí à procura de um amor. Um amor bonito. Um amor de novela. Será que existe? Um amor romântico. Será que dura? Um amor inquieto. Um amor irritante. Um amor transparente. Um amor amor. Ando por aí à procura de um amor. Um amor que apenas ame. Um amor que se permita ser amado. Um amor instigante. Um amor excitante. Um amor que não seja bege claro. Ando por aí, é claro, à procura de um amor... que talvez nem exista! Será que eu quero que exista? Será que eu daria conta de tanto mel azulado? Amor melado... amor grudento... amor amassado. Não quero não. Talvez dê enjôo...

Sendo assim, quero então um amor que me enxergue. Um amor que derrame, que transborde. Quero um amor que descubra meu nome. Que descubra meus segredos. Quero um amor que se importe comigo. Que vá atraz de mim. Que me procure à noite e me ache. Quero um amor que se adapte. Quero um amor que conquiste. Quero um amor que se esforce, que se reinvente. Quero um amor que respeite. Um amor que me ouça pela alça da alma... quero um amor que advinhe, porque presta tanta atenção...

...não quero um amor que castigue, não quero não; nem quero um amor que estrague, muito menos um que atropele. Um amor que não divide, que só ama um...

Quero sim, um amor que se espalhe pela pele e diga :
"Vamos dançar ?"

terça-feira, 4 de maio de 2010

Enxaqueca

Depois de 7 dias com uma enxaqueca infernal pensei uma coisa: será que é isso que as lagartas sentem no casulo? Será que logo antes de virarem borboleta elas sentem dor? Medo? Insegurança? Será que acham que vão morrer? Será que por um instante desistem de tudo? Será que acham que vão explodir? Ou mais : será que sabem que precisam explodir, pois elas não cabem mais ali? E por um instante elas simplesmente se permitem...
E explodem.
E suas coloridas asas brilham ao sol.
E voam.

Será que estou virando borboleta? rsrs

Poesia Cura

A poesia cura.

Cura a alma machucadinha.
Cura o coração partidinho.
Cura a mente obsessivasinha.

A poesia preenche os espaços vazios do corpo com uma coisa sem nome...

E é bom... é tão bom que temos vontade de beber poesia, comer poesia, viver em poesia.

Temos vontade de trazer a poesia do lugar de onde ela vem e convidá-la para morar consoco...

Mostrar a vida "real" para ela; mas de longe, senão ela se machuca.

E de longe, ela consegue curar a vida da sua realidade machucada, partida e obsessiva.
Ela consegue ligar os pontos e formar um lindo desenho, ela derrama tintas coloridas pelo mundo, e nos traz um alimento que faz os olhos brilharem... mas esse alimento também não tem nome... as coisas da poesia não são muito de ter nome. Elas são.

A poesia nos lembra que palavras podem costurar vidas, alimentar os sonhos, tecer um amor estrelado...

A poesia nos faz lembrar quem somos : Anjos, Demônios e Humanos.

Rosa Antuña