Próximas apresentações e workshops:

Rio de Janeiro:
- agosto: O Vestido - aguardem

E no segundo semestre tem estreia: ANGELINA!

sábado, 28 de setembro de 2013

Miss Brasil 2013 !

Como é possível que ainda exista o concurso de miss? Algo que está perdido no tempo e no espaço, totalmente fora do contexto... que mulheres são essas que vestem e vivem esse papel tão tolo? Como as mulheres permitem que um concurso tão fútil e idiota ainda exista? Candidatas, porque vocês se candidatam?
O que vocês querem? Serem lindas? Serem vistas? Vocês acreditam que são as mulheres mais lindas do estado, do país e do mundo? Vocês não vêem que vocês se colocam expostas ao ridículo? E com isso vocês nos desmerecem a todas, todas as mulheres.
Queridas e inocentes misses: vocês não vêem que vocês estão concorrendo ao papel da "mulher-enfeite"? Aquela mulher que apenas desfila, sorri, dá um tchauzinho igual da Barbie e é completamente estúpida? Vocês não vêem que empresários, políticos e tarados só querem comer vocês? Vocês não vêem que as mulheres estão lutando a tanto tempo por respeito e de repente vocês se colocam no lugar da mulher boazinha e boazuda? Isso é uma afronta! Já fomos tratadas desta maneira absurda por séculos! Queimamos soutiens e então vocês chegam e se candidatam a um concurso como esses???? Ficam desfilando com roupas barangas, desfilam de biquíni, dão respostas idiotas a perguntas imbecis... que vergonha eu sinto... que vergonha.

E que vergonha eu sinto de Minas Gerais por ter sediado um evento retrógrado como esses... decadência. Decadência.

domingo, 1 de setembro de 2013

O Vestido - Fotos Marco Aurélio Prates

Ensaio fotográfico - divulgação do solo O Vestido - criação, direção e atuação Rosa Antuña
fotos: Marco Aurélio Prates









"Estou aqui para romper com todos os contratos que assinaram em meu nome sem a minha autorização."
texto - O Vestido

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Breve explanação na Abertura do Festival Palco Giratório 2013

Na segunda, dia 5 de agosto nós (Cia Mário Nascimento) fomos convidados para fazer a abertura do Festival palco Giratório em Belo Horizonte, no SESC Palladium.
Fizemos uma performance inédita no foyer do Teatro. E, em seguida, conduzimos a plateia a entrar e então a mestre de cerimônias começou uma explanação oficializando o evento. Também um representante do SESC falou. E eu fui convidada para, representando a Cia Mário Nascimento, falar sobre a experiência que tivemos durante nossa participação do Palco Giratório 2012.

Ao longo do Palco Giratório 2012 fui relatando tudo aqui no blog e para mim foi um grande prazer poder compartilhar isso, falando de improviso para as mais de 800 pessoas da plateia. Foi mais ou menos isso:

"Gostaria de parabenizar a todos por terem vindo ao teatro numa segunda-feira para prestigiar o maior prêmio de circulação do País, o Palco Giratório.
Acho importante lembrar que o SESC cobre uma lacuna que era função do Estado. Ele realmente leva arte, educação e cultura para todo o País. Digo isso, pois quando cheguei em Caicó e vi a Concha Acústica do SESC com toda a sua programação e no nosso espetáculo dezenas de crianças assistindo... Nós dançamos em Roraima, Porto Velho, Cuiabá, Vitória, Florianópolis... Foram mais de 30 cidades em 20 estados brasileiros!
Uma experiência única. Isso é um investimento não apenas para a formação de plateia, ou para levar cultura para as pessoas.. mas é também um investimento no artista. Pois todos nós , do grupo, fomos afetados pela experiência com o Palco Giratório. E isso interfere diretamente na nossa postura enquanto artista e mesmo em nosso posicionamento político. Isso se refletiu na criação que fizemos logo após a tournée do Sesc: NÔMADE. Trabalho que fala sobre nomadismo. E nós tivemos uma experiência direta como nômades no ano passado. E nós enxergamos hoje o Brasil de uma forma que não víamos antes. Conhecemos inúmeras pessoas, sabores, opiniões, culturas... e isso nos enriqueceu. E isso devolvemos em arte, devolvemos na maneira como estamos em cena hoje, devolvemos no amadurecimento que tivemos ao longo desse ano em que giramos pelo Brasil!
Descentralizar é algo fundamental. O Brasil não é Rio e São Paulo. O Brasil é TODO o País. E sempre após as apresentações tínhamos o bate-papo com a plateia. O que foi de uma riqueza tão grande para nós... Algumas vezes fomos surpreendidos por palavras tão sensíveis e precisas à respeito do nosso trabalho... que ficávamos emocionados. E foi clara a diferença do nordeste pro sudeste. No nordeste as reflexões eram humanistas... as pessoas pensavam na sociedade, na vida delas.. quanto mais descíamos em direção ao sudeste e ao sul, mais técnicas as pessoas da plateia ficavam em seus argumentos e posicionamentos, o que não é ruim... mas elas estavam mais distantes do sentimento.
Também quero lembrar que artista não precisa de glitter, nem de holofote. Artista precisa estar em cena, em todos os lugares. É isso que faz da gente artista. Cuidado com o que vocês assistem e consomem da rede Globo... Não quero desmerecer o trabalho daqueles que estão lá, mas quero é dizer que existem muitas outras coisas além do que se vê na televisão. Busquem, procurem, se interessem, pesquisem... pesquisem sobre os artistas do seu país, sobre os diretores, os coreógrafos... e arrisquem! Vão ao teatro para experimentar algo novo! Pode ser que vocês detestem... pode ser que vocês adorem... pode ser que vocês não entendam nada a princípio, mas depois vocês podem começar a ter sonhos, insigths e uma compreensão mais profunda pode emergir de vocês... Isso é a força da arte. Muito obrigada a todos! "

RA



terça-feira, 13 de agosto de 2013

Nós, o grande experimento genético

Queridos muitos que habitam este mesmo planeta...
Venho despretensiosamente trazer algumas reflexões sobre nosso comportamento e postura diante do mundo em que vivemos.
Nós, este grande experimento genético, precisamos chegar num consenso. Não está bom viver aqui. Existem aglomerações demais. Existem alimentos contaminados demais. Analfabetos demais. Assassinatos e estupros demais. Miséria demais. Doenças demais. Culpa, medo, ódio, desrespeito demais.
Como somos filhos da dualidade, também existe o extremos oposto: a fartura, a alegria, a saúde, o conhecimento...

Mas como é possível ser plenamente feliz sabendo que do seu lado vive alguém em estado miserável? Sabendo que em inúmeras partes do mundo pessoas morrem por falta de saneamento básico? Sabendo que crianças são abusadas de todas as formas todos os dias?

Até mesmo para quem é milionário... eles precisam se preocupar tanto com segurança... vivem com tanto medo de assaltos e sequestros... vivem com tanto medo de perder sua riqueza... e quando estes milionários se tornaram ricos por roubo e corrupção é pior ainda, pois vivem com medo de serem descobertos! Ou seja, também não é bom! Viver assim não faz sentido!

Pessoas da Terra: vocês têm medo de perder o quê? Apenas com uma doença grave, a morte de um filho querido, uma grande catástrofe que lhes atinge diretamente... apenas assim vocês despertarão para valores mais profundos da vida?

Não seria maravilhoso se todos tivéssemos oportunidade de estudo? Se todos tivéssemos moradia? Se todos tivéssemos alimento para o corpo, para a mente e para a alma?

Chega da relação de tiranos e escravos. Dá trabalho demais manter escravos. Isso é cafona. É antigo. Também não faz mais sentido aceitar a condição de escravo. Porque tanta menos valia? Porque se conformar com a miséria? E assim vivemos nesta tensão. Os tiranos dominantes sempre preocupados e com medo que aconteça uma revolução. E mais cedo ou mais tarde a revolução acaba acontecendo.

Rosa Antuña