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Rio de Janeiro:
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E no segundo semestre tem estreia: ANGELINA!

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Números e Arte

Estou virando empresária!
E isso tem sido inevitável. Foi a própria vida que trouxe um vento perfumado com números, planilhas, metas e pastinhas.
Compreendi que a arte é o que tenho para oferecer para o mundo. A arte é meu pão-de-queijo-receita-secreta-da-minha-avó. E sem estrutura não adianta nada. Sem planejamento financeiro não adianta nada. Sem organização, sem equipe, sem dinheiro não adianta nada. Ainda mais em um país que está do avesso e de cabeça para baixo!
A arte continua sendo arte.
O mais difícil é transformar um artista em empresário.
É quase injusto. São funções da mente muito diferentes.
Mas também não adianta reclamar.
É preciso resolver. Sobreviver. Persistir. Perseverar.

Mas sem perder o perfume de alfazema...


foto: Duda Las Casas

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Ter ou não Ter?

Uma questão que foi para mim um dilema por algum tempo foi ter ou não ter filhos. Metade de mim queria muito e a outra metade não queria de jeito nenhum. Eu e meu companheiro estamos juntos há três anos e ele sempre me deixou à vontade para definir isso.

Sou filha única, ou seja, também sem chance de ter sobrinhos (tenho certeza que eu seria uma tia muuuito legal!).

Mas só agora parece que saí do conflito e da dúvida que tinha. Minhas metades se entenderam. Eu não quero ter filhos, e a metade que queria compreendeu e aceitou isso, pensou melhor e concordou com a decisão.

Meus filhos são meus trabalhos. Minha energia é dedicada à Arte. Preciso estar disponível para Ela.

Por outro lado, meu companheiro já tem filhos lindos, que eu adoro, inclusive uma pequenininha que chegou de surpresa, trazida na cauda de um cometa. São meus presentes!

Acho que ficou perfeito!

foto: Duda Las Casas

domingo, 15 de julho de 2018

Novo ciclo!

E finalmente os 41 chegaram! Fim do inferno astral!
E principalmente nos últimos quinze dias fiz uma profunda reavaliação da minha vida. Se há um ano atrás em meu aniversário de 40 anos eu passava por uma fase mais conturbada, hoje, um ano depois, tenho paz nessa mudança de ciclo.
A transição dos 39 para os 40 anos foi um muro alto, difícil de escalar. A vida me sacudiu. Fui obrigada a rever meus conceitos, sonhos, expectativas, crenças... fui obrigada a reavaliar meu posicionamento no mundo e comigo mesma. Tive que me escanear. Tive que fazer escolhas. Tive que amadurecer... assim, meio na marra! Comecei a ver a vida de uma maneira que nunca havia visto antes.

E agora na transição dos 40 para os 41 encontrei uma escada segura.
Subi degrau por degrau com calma.
E cheguei!



De volta ao Blog!!!

E volto a escrever hoje no blog!

Mais de três anos desde a última postagem! Coincidência ou não, a última postagem foi dia 9 de junho de 2015 e no dia 12 de junho de 2015, foi quando comecei a me relacionar com meu atual companheiro! Andei ocupada...rsrsrs. Mas realmente fizemos muitas viagens, fomos para Budapeste, Dinamarca, viajamos muito pelo Brasil, inclusive para a Amazônia. Quase sempre à trabalho, mas sempre aproveitando para conhecer lugares e pessoas incríveis. Aos poucos compartilharei aqui.

Nestes últimos três anos, além da minha dedicação ao meu relacionamento (o que se pode esperar de uma mulher com Sol e Lua em câncer e Ascendente em peixes?), também comecei a usar muito mais o Facebook e o Instagram para compartilhar as experiências de viagem e trabalho, além dos dois outros blogs que administro, o da Cia Mário Nascimento e o do meu Núcleo de Criação - www.ciamn.blogspot.com.br e www.nucleoantuna.blogspot.com.br .

E além disso, nestes últimos três anos o país mudou muito. Tem sido uma montanha russa para todos nós. A cultura também foi muito maltratada, os artistas muito desrespeitados. Houve uma melancolia no ar sustentando explosões de ódio, agressividade, intolerância... Tudo isso me fez ter vontade de ficar mais em silêncio. Fiquei observando. Como um caranguejo assustado enterradinho na areia, só com os olhinhos de fora.

Pois hoje, dia de aniversário, dia de início de novo ciclo, dia de mudança!
Dia de voltar a escrever no Blog!



terça-feira, 9 de junho de 2015

5 - sobre A Mulher que Cuspiu a Maçã, por Prof José Maria Santos

Depois de assistir a apresentação do espetáculo  “A Mulher que Cuspiu a Maçã”, o Prof. José Maria Santos enviou suas impressões em mensagem que o blog Ociosidades&Bagatelas faz questão de postar:
Caro amigo Nilseu,
Escrevo-lhe a fim de agradecer-lhe o presente recebido na forma de um convite para assistir ao espetáculo "A Mulher que Cuspiu a Maçã", apresentado por Rosa Antuña. Fiquei mesmerizado do primeiro ao último minuto. Perfeita é o adjetivo para apropriado para sua performance. Ela demonstrou ser uma artista incrível, capaz de executar um solo de uma hora sem deixar de dominar o espaço do palco por um minuto sequer, usando apenas o corpo como expressão de múltiplas emoções e retirando de um número limitadíssimo de objetos simples (uma necessaire, um par de sapatos, uma escova de dente, uma calcinha sexy e um pedaço de tecido) uma quantidade inacreditável de significados e potencialidades.
Esse é um espetáculo que enobrece o termo "modernidade", tão vilipendiado por fraudes sem conta de pseudoartistas que o usam para justificar suas limitações. Rosa Antuña, ao contrário, é visceral, e por isso nos atinge no âmago com sua ironia, com sua paródia iconoclasta, com sua capacidade de dominar o público o tempo todo com seu olhar cortante como aço, como se exercesse domínio sobre cada um dos espectadores individualmente. Julgo um privilégio ter tão perto de nós uma artista tão linda e com um talento tão extraordinário, acostumados que estamos a ver performances desse nível somente em terras estrangeiras. E foi com o coração acelerado pela emoção do espetáculo que somei meus aplausos espontâneos e incontidos aos dos espectadores que, emocionados, com muita justiça, aplaudiram-na de pé!
José Maria

4 - A força que elas têm - por Malluh Praxedes

Um fim de semana atípico: sexta-feira assisti ao show de Mônica Salmaso )ao lado de Dori Caymmi) interpretando o incomparável Dorival, Maria Brthânia completando 50 anos de carreira e a interpretação de Rosa Antuña com o espetáculo "A mulher que cuspiu a maçã". Sábado era dia de Maria Bethânia no show "Abraçar e Agradecer" em que comemora os 50 anos de carreira, que começou lá com a música 'Carcará'...
(...)
Domingo, dia das mães. Fim de noite e vou lá para o Teatro CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil para assistir a última apresentação de Rosa Antuña com seu espetáculo "A mulher que cuspiu a maçã". Não, não há muito o que falar. É preciso assistir para se emocionar do princípio ao fim. Quarenta e cinco minutos de adrenalina e comoção. Como pode uma única criatura em cena transformar a vida num ir e vir de ser e não ter e querer e escolher e pedir e desistir e envolver e sensualizar e jogar o resto da maçã para o ar. Assim é o resumo desse espetáculo. Resumo, repito, pois não há como dimensionar cada gesto, cada olhar, cada 'suspiração' dessa bailarina, damçarina, atriz, performer chamada Rosa Antuña

O palco é dela. Assim como Monica abusa dos graves e Bethânia das emoções, Rosa Antuña se transforma numa artista antenada em seu tempo presente passado futuro. Ela não surgiu agora. Ela mostra que ouviu muito, viu tudo e olha com detalhe a evolução de cada uma de nós. Ela respira vida, transforma o riso em choro, as lágrimas em sal da terra. Foi um fim de semana especial. Conheci e reconheci a força de três mulheres que são assim: de carne, osso e alma. Com silêncio e respeito. Com alegria e dor. Com abraço e agradecimento. Com amor e emoção.
Malluh Praxedes (11-5-2015)

3 - Estreia A Mulher que Cuspiu a Maçã - CCBB BH

Após o sucesso da temporada em Brasília, chegou a hora dos preparativos para a temporada de estreia em BH, de A Mulher que Cuspiu a Maçã, no Centro Cultural Banco do Brasil.
Quem fez minha assessoria de imprensa e arrasou foi minha amiga querida Duda Las Casas!
Tive apoio de todos na divulgação do espetáculo nas redes sociais. Foi ótimo ter feito a pre-estreia do solo em Brasília, isso me deixou mais segura.
Desta vez quem fez minha luz foi o Sidney Honório.
O teatro tem capacidade para 260 pessoas. Tive uma média de 180 pessoas por dia em 4 dias de apresentação. Muito bom! Ficamos satisfeitos! Além disso a repercussão foi maravilhosa... recebi textos lindos de pessoas que foram assistir... e abraços calorosos e lágrimas sinceras que me emocionaram também.
Gratidão a todos pelo carinho...