"Como ocorria em faladores Rosa Antuña assume um papel específico: além de dançar, canta e balbucia um idioma inventado - como um ser falador. A quem é dado um lugar diferenciado, à altura das ressonâncias e experimentações dos seus, digamos assim, canais de expressão.
Mais que bailarina, uma artista em plenitude" - Miguel Anunciação para o Hoje em Dia - Belo Horizonte

PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES E WORKSHOPS

2015
* Belo Horizonte:
- 22 de setembro - CRModa - A Mulher que Cuspiu a Maçã - 19:30h (Cena-Música)
- 20 de agosto - CC Vila Santa Rita - A Mulher que cuspiu a Maçã - 19:00h (Cena-Música)
- 18 de agosto - CCJardim Guanabara - A Mulher que cuspiu a Maçã - 19:00h (Cena Música)
- 17 de julho - CRModa - A Mulher que Cuspiu a Maçã - 21:00h (Cena Música)
- 7 a 10 de maio - CCBB - A Mulher que Cuspiu a Maçã - ESTREIA NACIONAL

* Brasília
- 22, 23 e 24 de abril - Teatro da Caixa - Trilogia do Feminino

2014
* Holstebro, Dinamarca:
- 12 e 17 de dezembro - A Mulher que Cuspiu a Maçã, direção Roberta Carreri - (Núcleo de Criação Rosa Antuña) - Ensaio Aberto - work in progress - Odin Teatret

terça-feira, 7 de setembro de 2010

MULHER SELVAGEM estréia no 1,2 na Dança


FOTO : Guto Muniz

Mulher Selvagem - solo inspirado no livro MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS, de Clarissa Pinkola Estés

Estréia em Belo Horizonte na 7a edição do 1,2 NA DANÇA , a se realizar no Teatro Alterosa
Dia 16 de setembro, quinta-feira, às 21:00hs
Ingressos a 12,00 reais inteira e 6,00 reais meia.


Dança, música, teatro e poesia são os recursos usados para expressar o tema “Mulher Selvagem”, que nada mais é do que a mulher criativa, livre, confiante e plena. Este solo, assim como o livro, busca nos lembrar de resgatar nossos instintos e permitir que nossa loba interior nos leve de volta para casa.

Em “Mulheres que correm com os Lobos”, livro de Clarissa Pínkola Estés, o termo mulher selvagem é usado para designar a mulher sadia em relação à sua essência feminina. A mulher livre que existe dentro de cada mulher. E essa mulher livre é aquela que cria. Todo o tempo ela cria. Pinta, canta, compõe, cozinha, escreve, dança, representa... A mulher selvagem é a própria força do feminino, com leveza, plenitude e consistência.
Por incrível que pareça, isso não é tão simples assim na prática. Devido à nossa estrutura social, cultural e histórica, a mulher selvagem foi açoitada, reprimida, condenada a vagar por áridos desertos ou florestas escuras repletas de feras. Infelizmente, muitas vezes esta metáfora foi algo literal.
Hoje, a mulher que perdeu o contato com seu feminino selvagem é aquela mulher amarga, abatida, masculinizada, confusa, frustrada... É a mulher sem EU. Anulada. Ela vive papéis. Vive em função do outro, mas nunca em função de si mesma. É a esposa, a mãe, a profissional boazinha demais. E enquanto ela corre de um lado para o outro, seu feminino torna-se um feminino sombrio. Sua mulher selvagem grita por socorro e faz de tudo para chamar sua atenção.
A mulher que perde seu instinto selvagem perde o fio da vida. Auto-sabotagem, medo, conflitos constantes, inveja, nenhuma auto-estima, dependência emocional, são apenas alguns dos problemas que surgem quando se perde o contato com a loba interior.
A autora do livro é uma pesquisadora e contadora de histórias. Ela trata deste assunto através de contos de fadas, histórias de povos antigos e de tribos indígenas. Faz uma análise profunda sobre os arquétipos, metáforas, personagens contidos nesses contos e revela a sabedoria oculta a tanto tempo sobre a importância de alimentar o feminino selvagem.

Há dois anos venho estudando este livro. Há dezoito anos estou em um caminho de auto-conhecimento, como uma buscadora. Estudei sete anos de Tarot, com uma abordagem Junguiana. Continuo e continuarei buscando enquanto eu existir. Buscando a verdade, a essência do ser, a harmonia da vida... mas nesse caminho que venho seguindo, tive que conhecer e conviver com a sombra. A inveja, o medo, ódio, conflitos, tristreza, frustração, amargura... e sei que muitas vezes perdi o fio.
O contato com este livro foi muito forte para mim. É impossível não se ver nele, sendo mulher. Ampliei meu olhar e vi que a importância do tema é urgente. Ele não fala de mim. Ele fala da mulher. Com um assunto tão rico e tão importante, sendo eu mulher e artista, senti um chamado a fazer algo com o tema mulher selvagem. Há dois anos venho me preparando para isso. E tem sido muito difícil, pois para conseguir chegar aqui, tive primeiramente que resgatar minha própria mulher selvagem que vagava por desertos de espinhos. Agora que aprendi o caminho e conheço seu risco, seu perigo, posso conduzir outras mulheres no resgate de sua loba interior.
A criação desse solo, MULHER SELVAGEM, que contém dança, poesia, teatro e música é a própria manifestação criativa de uma mulher que busca correr com os lobos.

Rosa Antuña


FOTO : Guto Muniz


FICHA TÉCNICA

Criação, coreografia, textos e interpretação : Rosa Antuña
Direção : Rosa Antuña
Figurino : Rosa Antuña
Cenário : Mário Nascimento e Rosa Antuña
Criação de luz : Mário Nascimento e Alberto Alvin Júnior
Técnico de luz : Alberto Alvin Júnior
Preparadora Vocal : Bárbara Penido
Trilha sonora (compilação) : Rosa Antuña
Edição de Áudio : Eduardo Borges
Produção : Cia MN

Apoio : Centro de Qualidade de Vida, Marcenaria, Dinâmica - Soluções em Saúde

Agradecimento : Mário Nascimento, Andrea Mourão, Eduardo Borges, José Villaça, Cia Mário Nascimento e meus pais Rosa Maria Antuña Martins e Nilseu Ferreira Martins

3 comentários:

  1. Também é a minha bíblia!!
    bjão e merda pra vc!

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  2. Autentico, lindo, leve... tocante!!!

    Parabéns, Mulher Selvagem!!!

    "I cant beleave..." : )

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  3. Esse livro foi meu divisor de águas. A sua busca é a minha busca como a de tantas outras mulheres. Parabéns pelo seu trabalho e obrigada por contribuir com a minha busca e com a de tantas outras mulheres. No domingo estarei te assistindo/sentindo. Com carinho,

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