"Como ocorria em faladores Rosa Antuña assume um papel específico: além de dançar, canta e balbucia um idioma inventado - como um ser falador. A quem é dado um lugar diferenciado, à altura das ressonâncias e experimentações dos seus, digamos assim, canais de expressão.
Mais que bailarina, uma artista em plenitude" - Miguel Anunciação para o Hoje em Dia - Belo Horizonte

PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES E WORKSHOPS

2015
* Belo Horizonte:
- 22 de setembro - CRModa - A Mulher que Cuspiu a Maçã - 19:30h (Cena-Música)
- 20 de agosto - CC Vila Santa Rita - A Mulher que cuspiu a Maçã - 19:00h (Cena-Música)
- 18 de agosto - CCJardim Guanabara - A Mulher que cuspiu a Maçã - 19:00h (Cena Música)
- 17 de julho - CRModa - A Mulher que Cuspiu a Maçã - 21:00h (Cena Música)
- 7 a 10 de maio - CCBB - A Mulher que Cuspiu a Maçã - ESTREIA NACIONAL

* Brasília
- 22, 23 e 24 de abril - Teatro da Caixa - Trilogia do Feminino

2014
* Holstebro, Dinamarca:
- 12 e 17 de dezembro - A Mulher que Cuspiu a Maçã, direção Roberta Carreri - (Núcleo de Criação Rosa Antuña) - Ensaio Aberto - work in progress - Odin Teatret

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Feridas Abertas

Somos todos pessoas com o coração ferido. Fomos todos crianças abusadas. Fomos todos abandonados. Somos todos carentes. Somos todos doentes. Precisamos todos de ajuda. Temos todos medo de amar.
Um planeta cheio de seres com profundas feridas emocionais fingindo que não sentem dor. Um planeta cheio de seres com profundas feridas emocionais se entorpecendo para não sentirem dor.
Um planeta cheio de seres com profundas feridas emocionais fingindo que está tudo bem.
Um planeta cheio de seres.
Um planeta de sobreviventes.
Uau. É aqui onde vivo. É a eles a quem pertenço.
Onde foi que cheguei?

E a que ponto nós chegamos?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O despertar da compaixão

Acabamos de chegar do posto da Cruz Vermelha atraz do parque Municipal, ali no Centro de BH. Havia um caminhão quase cheio e ainda, no depósito, uma montanha de doações com alimentos e roupas. Os voluntários ali, com um trabalho incansável e interminável.
Algo muito grave aconteceu muito perto de nós. E essas tragédias nos ensinam muito pela dor. Com esta tragédia aprendemos o desapego. Desapego total e brutal de todos os bens materiais. Desapego de todos os sonhos e planos. Desapego da família. Desapego de quem você era. Desapego dos valores que se tinha antes de tudo acontecer...Desapego de si mesmo em grau máximo. Existem neste momento, pessoas vivenciando toda essa dor do desapego. E é em estado de choque que vivenciam isso, pois a dor é insuportável. A tragédia do outro é uma lição para todos nós. Pois todos estamos sujeitos a isso. Quem manda é a vida. E nós brigamos por tão pouco... por um cargo, um salário, um status social... brigamos para prender conosco aquele marido ou aquela esposa... e tantas vezes deixamos de viver a vida para carregar nossas posses... e tudo isso pode ir embora a qualquer momento. Podemos nos isolar e construir muralhas de ouro ao nosso redor, mas quando a água chegar precisaremos de alguém para nos salvar. Precisaremos dar a mão, seja para socorrer ou para ser socorrido. Nesses momentos lembramos que salvar uma vida vale mais do que bater um ponto no serviço.
As tragédias unem as pessoas pela solidariedade à dor, pela compaixão. E que essa compaixão se perpetue na humanidade. Que essa compaixão despertada neste momento continue conosco. Que esta compaixão fique e se manifeste sempre, não apenas nos momentos de dor, mas também nos momentos de alegria. Que esta compaixão nos desperte para o amor incondicional, para o respeito humano, para pensar no todo. A felicidade só é plena se todos estão bem, se todos nós tivermos trabalho, comida, estudo, dignidade. Que todos possamos ajudar. Seja depositando dinheiro, seja indo lá pessoalmente e ajudando como voluntário, seja com donativos, seja com preces e pedidos... mas é hora de todos nós nos unirmos em prol de algo maior. Que este seja o aprendizado e que ele se perpetue. Estamos juntos, pois todos somos um.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Jovens de hoje

Dizem que evoluímos com o passar do tempo, não é mesmo? Eu diria que nos modificamos, mas não necessariamente evoluímos. Podemos "emburrecer "com o tempo. Podemos desaprender a amar. Podemos nos especializar em cotovelos dos macacos albinos, mas não saberemos mais absolutamente nada de nada além desse assunto.
Segundo Helena Blavatsky em seu livro "A Voz do Silêncio", onde trouxe para o ocidente ensinamentos valiosos do Budismo, de nada vale o eruditismo mental, sem a sabedoria da Alma.
A internet trouxe o acesso a tanta informação, que os jovens saem decorando tudo o que vêem pela frente sem critério e transformam a própria mente num segundo computador repleto de dados fragmentados. Os jovens se tornaram uma máquina de informações sem sabedoria nenhuma. Sem amadurecimento algum. Plenos de arrogância e intolerância. Não sabem mais o valor de um mestre, de um professor, perderam o respeito à hierarquia, não sabem lidar com autoridade. Imbuídos de arrogância, desviaram-se do caminho do conhecimento e da experiência e mergulharam num labirinto de idiomas mal escritos e superficialidade. Tornaram-se cabeças com pernas. Sem coração, sentimento ou emoção. Não sabem pensar. Para pensar é preciso tempo. É preciso saber respirar. É preciso um pouco de calma e paciência. É preciso aprender a aprender com a experiência dos mais velhos. É preciso aprender a ouvir. Tudo tem seu tempo. E é preciso humildade para aprender com aqueles que estão na nossa frente.
Juventude rasa. O que será que eles irão plantar no futuro? Árvores de vazio? Construirão edifícios em terrenos de areia? O que irá sustentar toda essa nova geração?
O conhecimento em todas as áreas está se perdendo a cada dia. Isso é muito grave. Algo precisa ser feito.