"Como ocorria em faladores Rosa Antuña assume um papel específico: além de dançar, canta e balbucia um idioma inventado - como um ser falador. A quem é dado um lugar diferenciado, à altura das ressonâncias e experimentações dos seus, digamos assim, canais de expressão.
Mais que bailarina, uma artista em plenitude" - Miguel Anunciação para o Hoje em Dia - Belo Horizonte

PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES E WORKSHOPS

2015
* Belo Horizonte:
- 22 de setembro - CRModa - A Mulher que Cuspiu a Maçã - 19:30h (Cena-Música)
- 20 de agosto - CC Vila Santa Rita - A Mulher que cuspiu a Maçã - 19:00h (Cena-Música)
- 18 de agosto - CCJardim Guanabara - A Mulher que cuspiu a Maçã - 19:00h (Cena Música)
- 17 de julho - CRModa - A Mulher que Cuspiu a Maçã - 21:00h (Cena Música)
- 7 a 10 de maio - CCBB - A Mulher que Cuspiu a Maçã - ESTREIA NACIONAL

* Brasília
- 22, 23 e 24 de abril - Teatro da Caixa - Trilogia do Feminino

2014
* Holstebro, Dinamarca:
- 12 e 17 de dezembro - A Mulher que Cuspiu a Maçã, direção Roberta Carreri - (Núcleo de Criação Rosa Antuña) - Ensaio Aberto - work in progress - Odin Teatret

quarta-feira, 6 de junho de 2012

ARTE-INTEGRADA como surgiu


A Oficina de Arte-Integrada surgiu da minha pesquisa com diversas linguagens cênicas.

 Estudei ballet clássico desde os 6 anos de idade. Me formei pela Royal Academy, um método inglês, no Centro Mineiro de Danças Clássicas, em Belo Horizonte. Em 96, aos 18 anos, estudei no Centro Pro-Danza de Cuba por 3 meses e em seguida fui estudar na Palucca Schule Dresden, na Alemanha, onde fiquei de setembro de 96 a abril de 98. Dancei inúmeros trabalhos do repertório clássico e sempre me saía melhor em papéis que exigiam maior atuação e dramaticidade. A dança fez com que eu me desenvolvesse como atriz. Tive a sorte de ter tido grandes professores como Maria Clara Salles, Graça Salles, Mercedes Beltran, Ofélia Gonzalez, Laura Alonso e Hans Tappendorff, que além da técnica, me mostravam o quanto era importante ser artista, o quanto era importante tocar a platéia, conquistar o público. Os ballets de repertório têm toda uma dramaturgia. E me lembro bem quando fiz Cinderela, ou Anastácia, em Ivan ,O Terrível, ou Nikya, em La Bayadere, o quanto estudei as personagens que eu representava. Procurava sentir cada gesto, encontrar um sentido para cada olhar. Eu buscava um perfil psicológico para elas. E isso, foi através da dança que pude desenvolver. Até aí, entre meus 16 e 18 anos, havia feito também oficina de Teatro com Ivan Feijó e de Dança-Teatro com Wagner Carvalho e  também com Regina Advento, que já trabalhava na Pina Bausch nessa época. É claro que quando descobri Pina, um mundo novo se abriu para mim.

Voltei da Alemanha (onde cheguei a trabalhar em Chemnitz e em Dessau, como free lancer e estagiária) e fui trabalhar no Grupo de Dança 1 ATO, em Belo Horizonte, que trabalha com dança-teatro. Lá percebi o quanto eu cantava mal (por causa de uma cena que eu tinha que fazer) e comecei a estudar canto popular na Babaya Escola de música. Eu era a pior aluna da sala. Após um ano e meio no 1 ATO saí e participei da opereta A Viúva Alegre, dançando com a Cia de Dança do Palácio das Artes. Foi nessa época que entrei para o Maracatu Trovão das Minas, dirigido pelo Lênis Rino e fiquei no baque por dois anos e ainda cantei num grupo de côco também: Pé de Saia e o Menino.

Em outubro de 2000, ao fazer audição para o Grupo Corpo, rompi o ligamento cruzado anterior do joelho. Já estava entre as 10 finalistas, mas tudo acabou ali. Não fiz cirurgia. Muita fisioterapia. Comecei a dar aulas de dança em projetos sociais e a desenvolver a Dança da Alma, que tem um cunho terapêutico, para harmonização do ser. Em 2002 ingressei na Mimulus Cia de Dança de Salão, onde em seus espetáculos havia também muita atuação cênica onde eu podia me desenvolver. Fiquei um ano com eles e após ir à Bienal de Dança de Lyon, na França, deixei o grupo.

Em 2003, aos 25 anos, comecei a coreografar na Escola de Dança do Palácio das Artes (CEFAR), onde fiz muitas coreografias até 2008.
Foi em 2003 que estreei meu primeiro solo, La Luna e conheci Mário Nascimento no CEFAR. Ele me convidou para trabalhar com ele e foi ali que começou uma parceria que dura até hoje, 9 anos depois. Em ESCAMBO (projeto Rumos Dança Itau Cultural 2004), primeiro trabalho em que fui dirigida por ele, toquei alfaia, cantei um repente que eu mesma compus, falei em cena, dancei... E foi ali, com Mário Nascimento, minha primeira experiência cênica com o que hoje chamo de Arte-Integrada.

Após um ano e meio com a Cia Mário Nascimento, fui convidada para ingressar no Balé da Cidade de São Paulo. Dancei trabalhos de outros coreógrafos, mas justo quando eu estava lá, Mário Nascimento foi convidado a coreografar. E estive no elenco de Onde Está o Norte? e de Constanze, de sua autoria. Também fiquei por um ano e meio, quando machuquei meu joelho novamente e decidi voltar para Belo Horizonte e fazer a cirurgia.

Em agosto de 2006 fiz a cirurgia do joelho e enquanto me recuperava comecei a dar aulas na Cia MN e trabalhar como assistente de direção e de coreografia. Ali comecei experimentos da aula de Arte-Integrada. Minha recuperação foi muito difícil e por ter tido dúvidas se eu voltaria a dançar, estudei pintura por 3 meses com Patrícia Leite, na Guignard e entrei para a Faculdade de Teatro na UFMG. Fiz apenas dois períodos e abandonei o curso devido aos compromissos com Faladores, de Mário Nascimento, que estreou em agosto de 2008. Para a montagem de Faladores comecei a estudar canto com Bárbara Penido, com quem estudo até hoje.

Foi na UFMG que conheci Mariana Muniz e fiz com ela o treinamento do Match de Improvisação Teatral. Depois fiz cursos com Omar Medina e José Luís Saldanha do México e Omar Galvan, da Argentina, não apenas de Match, mas também de relações dramáticas na improvisação. Fiz parte da primeira turma da imersão com Eugênio Barba e Júlia Varley em Brasília. Participei de alguns treinamentos de palhaço com o Grupo Trampulim. Fiz workshop com Yara de Novaes no Galpão Cine-Horto, em Belo Horizonte.

Paralelamente coreografei 3 trabalhos para o Grupo Êxtase, de Viçosa, MG. Integrei os novos trabalhos Escapada e Território Nu, da Cia Mário Nascimento, onde canto, atuo, escrevo e danço. E em 2010 estreei meu solo Mulher Selvagem, inspirado no livro Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pínkola Estés. Um solo onde existe dança, teatro, poesia, voz...

A oficina de Arte-Integrada vem para tentar sintetizar essa experiência cênica para que os artistas possam "se experimentar" em outro lugar artístico. E também para estimular a busca da fusão das artes e assim expandir a nossa comunicação e possibilidades cênicas.

Dançar, cantar, tocar, atuar, escrever, pintar... tudo isso faz parte da natureza humana. O que precisamos é de estímulo e treinamento. E uma vez que nos propusermos a fazer isso profissionalmente, devemos ter o mesmo nível técnico entre todas essas habilidades. É preciso paciência, tempo, investimento, estudo... mas à medida que nos desenvolvemos, esses limites que separam as "modalidades artísticas" vão ficando cada vez menores, pois percebemos que tudo é arte e o princípio é o mesmo para todas, basta transpor e readequar o que já aprendemos com uma, assim como quando aprendemos outro idioma. Quanto mais idiomas aprendemos, mais lógico vai ficando, pois vamos tendo uma maior capacidade de fazer conexões entre esses idiomas. Está tudo interligado. As linguagens cênicas estão interligadas. Basta estar disponível para fazer o mergulho. Sem medo, sem preconceitos, sem barreiras... respeitando cada uma.

Também é importante lembrar que o artista já é em si, um artista. Ele precisa de estímulo para que seu potencial emerja. E para que isso aconteça, existem vários caminhos. Não há fórmula para se criar um artista. Existem técnicas para treinamento para que esse artista manifeste a arte da forma como ele mais se identificar. Mas aquele "algo a mais" que não se explica, isso nasce com cada um. É a luz de cada um. E isso deve ser respeitado.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Missão Cumprida!


E acabamos de finalizar nossas apresentações do primeiro semestre com o PALCO GIRATÓRIO! Ontem fizemos Escapada e hoje foi Faladores, no belíssimo Teatro Arthur Azevedo. Ele tem quase 200 anos e está em ótimo estado. Muito bem cuidado! É tão bom ver isso! E a equipe técnica foi das melhores que tivemos em nossa tournée! É bom trabalhar com quem gosta de trabalhar e de resolver tudo o que precisa!


Tivemos ótimo público. Fomos muito bem recebidos nos dois dias.


Amanhã, dia 6 de junho, tem oficina de dança contemporânea com Mário Nascimento, de 13:00hs às 17:00hs; em seguida haverá o Pensamento Giratório, onde conversaremos sobre a filosofia e processo de trabalho da Cia MN. Na quinta, dia 7, tem oficina comigo, de ARTE-INTEGRADA, no mesmo local, de 13:00hs às 17:00hs.



                                                


O Arraial no Domingo


No domingo vi o Tambor de Crioula da Fé de São Benedito, o Boi de Leonardo, com sotaque de zabumba e o Cacuriá de Dona Teté! De novo eu e Mário fomos embora 00:30hs, já super cansados! Nossos colegas já tinham ido embora, e o Helinho... hum... ele ficou por lá, não se sabe fazendo o quê!!! rsrsrsrs...


Helinho!



Em BH fui do Maracatu Trovão das Minas logo em seu início. Fiquei no baque por dois anos, de 2000 a 2002. Era dirigido e "apitado"pelo querido Lênis Rino, um super percussionista! Nessa época ele fundou o Gonguê, um grande espaço para música da cultura popular brasileira, para criação, para pesquisa...
E fizemos oficinas com muitos mestres legais. De caboclinho, com Mestre Paulinho dos Caboclinhos 7 Flechas, de maracatu com o Mestre Valter do Estrela Brilhante, fora a infinidade de músicos que circulava por lá naquela época e que continuou circulando! Fiz oficina de pandeiro e dali surgiu o grupo de côco onde eu cantava e tocava "Pé de Saia e o Menino", e tinha o grupo de Tambor de Crioula, que a Daninha (Daniela Ramos) criou naquela época e que tive a sorte de participar de algumas rodas. Daninha falava muito bem do Tambor de Crioula da fé de São Benedito e eu nunca havia visto! Por isso fiquei super entusiasmada quando vi que estava na programação do Arraial!


Fiquei com vontade de subir no palco e ir dançar com elas! E com mais vontade ainda de ir no terreiro delas participar da roda! O tambor delas é para ficar bem pertinho, é preciso sentir o calor dos coureiros e coureiras. Depois vi o Boi de Leonardo, que foi legal. E mais tarde teve o Cacuriá de Dona Teté! Foi o primeiro São João que fizeram sem ela, pois Dona Teté faleceu ano passado... e olha... foi o que mais me encantou! O grupo é maravilhoso! Em tudo! Figurino, bailarinos, cantoras, música, coreografia, atuação, carisma, suingue... Fiquei impressionada! É um trabalho feito para palco e funciona muito bem num palco grande como esse da praça. E o povo adora! Faz o maior sucesso! Os bailarinos dão um show à parte. Eles simplesmente ARRASAM! Uma delícia de assistir! Mário também ficou super encantado com eles!


Depois deste espetáculo, fomos embora para o hotel bem felizes!

 Tambor de Crioula da Fé de São Benedito

Boi de Leonardo

Cacuriá de Dona Teté

Cacuriá de Dona Teté

domingo, 3 de junho de 2012

E Viva São João!!!




Começou o Arraial aqui em São Luís do Maranhão, promovido pela prefeitura, na Praça Maria Aragão.
A abertura foi na sexta, dia 1. E sábado e domingo eu estava lá, firme e forte! Muito animadinha! Todos da Cia MN foram. Na verdade jantamos lá as duas noites. Tinha tanta coisa gostosa...

Camarão gigante, farinha, arroz cuchá, vatapá e camaroada

Bolo com recheio de creme de cupuaçu e tapioca de banana com canela

Ontem assisti as apresentações do Boi da Maioba, Boi de Floresta e do Boi dos Sonhos. Um com sotaque de matraca, outro de pandeirão e o último com sotaque de orquestra. (Eu e Mário ficamos lá das 20:00hs às 00:30hs!) O primeiro foi o que mais me pegou na música, na batida. Contagiante. E seus personagens têm figurinos impressionantes! O segundo, Boi de Floresta, foi o que mais gostei pois tinha índios dançando muito! Eles tinham uma harmonia incrível nas suas improvisações em conjunto. E estavam se divertindo! Foi maravilhoso! Eles arrasaram! E descobri que não me atrai o último gênero, sotaque de orquestra. É bem parafolclórico. Muito coreografado, muito certinho... O jeito de cantar parece jeito de cantor de axé... acho que perde a originalidade, mas por outro lado, funciona bem no palco.

Foi montado um grande palco na praça e todas as apresentações foram feitas ali. Como ele era muito grande, o público ficava longe e se perdeu muito do calor das apresentações. Mas mesmo assim, foi maravilhoso poder conhecer um pouquinho da cultura maranhense. É de uma riqueza incrível!!! Foi muita sorte vir para cá pelo Palco Giratório justo nessa época do ano! Fiquei agora foi com mais vontade de ver essas apresentações de boi nos terreiros, nas ruas, onde o povo vai atras, cada um tocando sua matraca e participando da brincadeira!

Mário comprando matraca !

Boi da Maioba - Sotaque de matraca - 115 anos

Boi de Floresta - Sotaque de Pandeirão - 40 anos

Boi dos Sonhos - Sotaque de Orquestra - 17 anos

Eu e Priscila

Pelas ruas do Centro Histórico...

Ontem à noite fomos dar uma pequena volta no centro histórico de São Luís com Carol e Priscila.  E a primeira sensação que tive foi de algo impactante. Parecia que eu havia voltado no tempo. Casarões antigos... sensações antigas ainda presentes nos muros, nas pedras... muito forte. O centro histórico grita por uma reforma, pois é um patrimônio histórico... e algumas partes estão caindo aos pedaços... uma pena... mas acima disso, a beleza, a magia e a história que ainda vive aqui.
A energia é muito forte. Caminhei pelas ruelas. Respirei fundo. Fiz silêncio. Observei. E é como se o passado e o presente estivessem ali, caminhando de mãos dadas...
São Luís nasceu de um forte, construído por franceses, em seguida tomado por portugueses, que depois perderam para os holandeses, que foram derrotados enfim, por colonos, negros e índios; mas há 40 anos, a população do Maranhão vem sendo "derrotada" pela família Sarney. Quem será o revolucionário que conseguirá "tomar o forte" de volta para o povo maranhense? O jornal O Estado do Maranhão é do Sarney, a TV que seria a Rede globo daqui é do Sarney. Tem gente dessa família em todos os órgãos públicos, em todos os cargos importantes... e eles vivem muito bem! São muito felizes! Oferecem à população o clássico "pão e circo". Ah! E foi assassinado um jornalista que trabalhava no Estado do Maranhão... O que será que houve?
As pessoas daqui de São Luís não gostam desse coronelismo. É tão antigo quanto os casarões que estão caindo aos pedaços... É uma vergonha para o Brasil. E acreditem, isso é gritante por aqui. Por mais que eu tente ter apenas um poético olhar de turista, a situação política daqui salta aos olhos!

O Maranhão tem hoje a terceira maior população negra do Brasil. A mais forte manifestação cultural daqui é o Boi. Mas também vemos o Tambor de Crioula, Quadrilhas, Cacuriá... Volto a dizer que as pessoas daqui são doces e têm mel no olhar!

São Luís é linda demais, mas muito negligenciada pelo governo.










Essa terra aqui é mágica. Tem uma força muito impressionante. Há algo muito diferente por aqui... algo singular... há muitos segredos. Muitos segredos.

sábado, 2 de junho de 2012

Chegando em São Luís

Em Confins, todos de cor de rosa! rsrs...

Saímos hoje de BH às 12:15hs. Chegamos às 15:00hs. Voo direto, pela Azul. Foi ótimo!
* obs: Helinho saiu de São José do Rio Preto às 6:00hs, parou em Campinas e de lá foi para BH onde se encontrou conosco para ir junto para São Luís. Já fiquei sabendo que ele foi para a balada na véspera e de lá foi direto para o aeroporto. rsrs...

Estive aqui com meus pais há muito tempo... eu devia ter uns 10 anos de idade... nossa, já tem 24 anos que estive aqui. Eu não me lembrava de nada. Somente do refrigerante Jesus, da cidade  de Alcântara, do barco que nos levou para lá e balançou muito, e dos azulejos. Eu me lembrava dos azulejos dos casarões antigos. Também me lembrava do calor meio abafado.



Fiquei muito feliz de vir para cá. Ao descer do avião já senti um calor diferente... e um cheiro no ar... cada cidade tem seu próprio cheiro no ar. Que não é bom, nem ruim, mas é algo que faz com que identifiquemos na memória algo peculiar de cada cidade. Pois bem, senti o cheiro do ar daqui, e na minha memória de 24 anos atraz, algo fez sentido e me foi familiar.

Fomos recebidas pela Carol Aragão, do SESC. Muito delicada, atenciosa e querida. E também pela Priscila, que está estagiando lá e que também é uma graça. Mas as pessoas daqui são muito doces. Têm um olhar doce e cativante.

Almoçamos no shopping, pois eram 15:30hs e estávamos ainda sem comer (ah... bons tempos aqueles em que serviam um almocinho no avião...). Em seguida fomos para o hotel e ficamos de nos encontrar mais tarde.

Ontem, dia 1 de junho, começaram as comemorações de São João!

Em uma Semana!





Uma semana se passou em Belo Horizonte.
Homeopatia, nutricionista, fisioterapia, pilates, terapia...
Mãe, pai e cachorro...
Aniversário da tia, fofoca com as primas, cogumelos com uma amiga, cafezinho com a outra, ceviche com casal de amigos...
Strogonoff da mãe, empadinhas, esfirra, pudim de leite, cafezinho de mineiro, os velhos sucrilhos integrais, leite de soja...
Show da cantora peruana no FAN...
Novela das 6, novela das 7 e novela das 8...
 Facebook, telefone, mensagens, recadinhos...
Faltaram ainda muitos encontros, faltaram ainda muitas visitas...
Muitas amigas grávidas, muitas amigas cheias de filhos...
Presentinhos, souvenirs, lembranças e mimos...
Euforia, entusiasmo, cansaço, tédio, preguiça...
Novas idéias, novas propostas, novas escritas...
Estranhei a cidade, não gostei da cidade, acostumei com a cidade...
Novos planos, novos sonhos, novas metas...
Não arrumei o cabelo, não fiz as unhas...
Paguei coisas...
Arrumei a casa, separei as roupas, molhei as plantas...
Desarrumei as malas, rearrumei as malas...
Fui pro aeroporto, peguei um avião...
Cheguei em São Luís do Maranhão!