"Como ocorria em faladores Rosa Antuña assume um papel específico: além de dançar, canta e balbucia um idioma inventado - como um ser falador. A quem é dado um lugar diferenciado, à altura das ressonâncias e experimentações dos seus, digamos assim, canais de expressão.
Mais que bailarina, uma artista em plenitude" - Miguel Anunciação para o Hoje em Dia - Belo Horizonte

PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES E WORKSHOPS

2015
* Belo Horizonte:
- 22 de setembro - CRModa - A Mulher que Cuspiu a Maçã - 19:30h (Cena-Música)
- 20 de agosto - CC Vila Santa Rita - A Mulher que cuspiu a Maçã - 19:00h (Cena-Música)
- 18 de agosto - CCJardim Guanabara - A Mulher que cuspiu a Maçã - 19:00h (Cena Música)
- 17 de julho - CRModa - A Mulher que Cuspiu a Maçã - 21:00h (Cena Música)
- 7 a 10 de maio - CCBB - A Mulher que Cuspiu a Maçã - ESTREIA NACIONAL

* Brasília
- 22, 23 e 24 de abril - Teatro da Caixa - Trilogia do Feminino

2014
* Holstebro, Dinamarca:
- 12 e 17 de dezembro - A Mulher que Cuspiu a Maçã, direção Roberta Carreri - (Núcleo de Criação Rosa Antuña) - Ensaio Aberto - work in progress - Odin Teatret

domingo, 7 de junho de 2015

10 - Paris, edinburgh

Chegamos em Paris.
Enquanto voávamos o infeliz atentando (que provocou a grande manifestação Je Suis Charlie) estava acontecendo. Quando chegamos Paris estava em estado de alerta. Tensão no aeroporto, muitos policiais, um clima muito tenso. Pegamos um taxi, que nos explicou muito sem paciência o que havia acontecido, pois estávamos literalmente voando!

Chegamos em Montmartre, no prédio onde ficaríamos. Alugamos um apartamento fofo! Fomos muito bem acolhidas. Uma lástima o que havia acontecido em Paris............. não tenho palavras.

Deixei Duda descobrindo Paris e fui para Edinburgh.
Fiquei 4 dias com alguém que eu gostaria de ficar para sempre. A pior despedida de todas foi lá, ao sair de Edinburgh. É terrível a sensação de não sabermos se iríamos nos ver de novo ou não... é uma sensação de morte. Morte e impotência. Morte e revolta. Morte e vazio. Morte e medo. Morte e inconformidade. Na sala de espera. Eu diante para o corredor para embarcar. Parecia mentira que eu teria que passar por ali totalmente contra a minha vontade. As lágrimas escorriam incontrolavelmente. Silenciosamente. Os gritos eu gritava dentro de mim. Chegou a hora. Meu corpo se levantou. Peguei minha bagagem de mão. Parecia que minha alma tinha ficado sentada naquela cadeira. Era só meu corpo que ia embarcar. Eu não queria ir embora. Não fazia sentido ir embora. Não era justo. Não estava certo. Quem disse para vida que eu queria que fosse assim? Quem escreveu esse roteiro? Eu não gostei. Não era assim que eu queria.
Entrei no avião. Fiquei num estado anestesiado.
Chegou. Paris de novo. Ok.

Na volta, em Paris, me encontrei com meu amigo queridíssimo Expedito Araujo e tivemos bons momentos juntos caminhando pela cidade... amigos... se não fossem vocês, o que seria da vida? Seria algo insuportável.
 Fechamos Paris com chave de ouro ao vermos uma peça do Peter Brook, FRAGMENTS (de Samuel Bekett), em seu Teatre du Nord. Que qualidade... detalhes... delicadeza... uma atuação impecável dos 3 atores em cena.

Bem... a viagem foi chegando ao fim. Eu já estava com dor no pescoço, nas costas... já era hora de voltar para casa. Tudo muito intenso. Carreguei muita mala pesada.
Constatei que sou uma mulher muito forte.



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