"Como ocorria em faladores Rosa Antuña assume um papel específico: além de dançar, canta e balbucia um idioma inventado - como um ser falador. A quem é dado um lugar diferenciado, à altura das ressonâncias e experimentações dos seus, digamos assim, canais de expressão.
Mais que bailarina, uma artista em plenitude" - Miguel Anunciação para o Hoje em Dia - Belo Horizonte

PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES E WORKSHOPS

2015
* Belo Horizonte:
- 22 de setembro - CRModa - A Mulher que Cuspiu a Maçã - 19:30h (Cena-Música)
- 20 de agosto - CC Vila Santa Rita - A Mulher que cuspiu a Maçã - 19:00h (Cena-Música)
- 18 de agosto - CCJardim Guanabara - A Mulher que cuspiu a Maçã - 19:00h (Cena Música)
- 17 de julho - CRModa - A Mulher que Cuspiu a Maçã - 21:00h (Cena Música)
- 7 a 10 de maio - CCBB - A Mulher que Cuspiu a Maçã - ESTREIA NACIONAL

* Brasília
- 22, 23 e 24 de abril - Teatro da Caixa - Trilogia do Feminino

2014
* Holstebro, Dinamarca:
- 12 e 17 de dezembro - A Mulher que Cuspiu a Maçã, direção Roberta Carreri - (Núcleo de Criação Rosa Antuña) - Ensaio Aberto - work in progress - Odin Teatret

domingo, 7 de junho de 2015

7 - Berlim - Hamburgo - lindos encontros

E a viagem continuou muito bem. Fui a Hamburgo e vi minha amiga-irmã Leslie Heylmann arrasando como primeira bailarina na Cia de John Neumaier. Mas uma linda surpresa foi que quem me buscou em Berlim pra irmos juntos até hamburgo foram meus amados Hans tappendorff e June Schlosser... meus amados professores quando estudei na Palucca Schule Tanz Dresden. Estudei lá de 96 a 98... e desde então não tínhamos mais nos visto.... foi um lindo encontro... ficamos muito emocionados.... passou um filme da minha vida nesse momento, quando os vi chegando, com os braços abertos pra me abraçar, naquele frio de Berlim... naquela época eu pensava que me tornaria uma bailarina clássica e que trabalharia numa grande cia na Europa!!! Meu destino foi bem diferente disso. Tive caminhos bem tortuosos. Nada foi fácil ou simples.
Senti alívio ao vê-los se aproximando. Tive uma sensação de família. Tive uma espécie de referência de mim mesma. Resgatei um fio que havia perdido... percebi que eu sentia um cansaço profundo. E olhar nos olhos do Tappi e da June me deu alívio e me trouxe calor.

Foi uma linda viagem até Hamburgo. E lá meu encontro com a Leslie, após 15 anos sem nos vermos, foi igualmente emocionante... existem laços de afeto que conseguimos fazê-los tão consistentes, que não se rompem com nada, nem com o tempo, nem com o espaço... era como se tivéssemos nos encontrado no dia anterior.
Fiquei muito orgulhosa e feliz de ver minha amiga tão bem, tão linda, amada... sei de o quanto foi difícil e quantos sacrifícios ela precisou fazer por isso. E me deu um orgulho de ver uma bailarina brasileira estrela do ballet de Hamburgo... e lá ela tem tudo o que merece, toda estrutura e todo respeito. Também no ballet de Hamburgo está minha querida Winnie, que foi minha aluna linda no Cefar, dançando algumas coreografias minhas... está fazendo uma linda carreira!

Bem... a despedida é sempre ruim... nos despedimos eu, June e Tappi, com um até breve... contemos nossas emoções que arderam no fundo dos nossos corações... e no dia seguinte, Leslie e o marido (querido!!) me levaram até a rodoviária. Meu coração estava tão apertado.... porque que dói assim?
Te amo minha irmã querida. Te amo.

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